SP: briga que terminou com atropelamento começou após piada homofóbica
Jovem de 18 anos foi morta após ser atropelada por frentista de 23 anos na Grande SP; grupos haviam começado briga em padaria pouco antes
São Paulo – A briga entre dois grupos de amigos que terminou com o atropelamento e morte de Elisabeth Nayara Pedroso, de 18 anos, começou após uma brincadeira de cunho homofóbico, de acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Civil de São Paulo.
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O caso ocorreu na manhã do último sábado (21/1), em Mairiporã, na região metropolitana.
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A jovem foi atropelada pelo frentista Kaique Mauricio da Silva, de 23 anos, após uma briga em frente a uma padaria.
Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o momento em que o homem desce com um veículo Gol Plus em alta velocidade pela rua Dom José Mauricio da Rocha e atinge a jovem.


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De acordo com os relatos presentes no boletim de ocorrência, Elisabeth e alguns amigos foram a uma balada na noite de sexta-feira. Depois da festa, já na manhã do dia seguinte, eles se dirigiram à padaria.
Segundo uma das testemunhas, o grupo começou a brigar com outro grupo que estava com Kaique após um dos amigos da vítima ter se incomodado com uma brincadeira sobre sua orientação sexual.
No meio do desentendimento, Kaique teria ameaçado agredir os jovens com uma barra de ferro, ainda de acordo com os relatos. Neste momento, outro amigo de Elisabeth, que é menor de idade, arremessou uma garrafa contra o frentista.
Diante da agressão, segundo a investigação, o suspeito teria entrado no carro e ido para cima do menor, com o intuito de atropela-lo.
Ele, no entanto, “errou” o alvo e acabou atropelando Elisabeth, que foi arremessada após ser atingida em cheio pelo veículo, que depois colidiu com um muro.
Aos guardas que atenderam a ocorrência, Kaique negou que estava tentando atropelar o jovem e alegou ter perdido o freio do carro. Ele admitiu ter ingerido bebido alcoólica e afirmou que não possuía carteira de habilitação.
Kaique foi preso em flagrante por homicídio na condução de veículo.
