Secretário do Governo Witzel nega espionagem contra deputados da Alerj
Secretário de desenvolvimento econômico do RJ, negou, durante audiência no parlamento, que tenha feito um dossiê dos deputados estaduais
O secretário estadual de desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, negou, na tarde desta quinta-feira (5), durante audiência da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que tenha feito um dossiê contra os deputados do Estado.
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Tristão afirmou que não existe nenhum trabalho de espionagem para investigar os parlamentares do Rio de Janeiro.
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"Nunca fiz dossiê de qualquer pessoa que seja na minha vida. Nunca busquei informações, nunca espionei ninguém. Nunca nem vi um aparelho de grampo, de escuta ambiental ou de grampo telefônico. Não sei como se opera, não sei como se parece, se é grande, se é pequeno", disse Tristão.
Mais de 20 deputados participaram do encontro desta quinta. O deputado Márcio Canella (MDB) questionou o secretário se ele conhecia alguns policiais militares, entre eles o coronel PM Jorge Fernandes de Oliveira Pimenta.


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Lucas Tristão negou qualquer relacionamento com os PMs citados.
Como mostrou a reportagem do RJ2, cinco dos policiais citados pelo deputado Canella foram cedidos pela PM para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), no início de fevereiro.
Alguns deputados suspeitam que o objetivo da movimentação dos PMs teria sido para montar uma estrutura de espionagem dos parlamentares.
Durante a audiência, Tristão só afirmou conhecer o coronel Carlos Magno, que foi seu funcionário, como afirmou durante o encontro.
"Ele era corregedor e a atividade de corregedor na secretaria não envolve qualquer ato investigativo. Envolve ato de apuração das denúncias que recebemos pelos nossos canais de ouvidoria", comentou Tristão.
Segundo o secretário, o único dossiê a que ele teve acesso sobre deputados foi um relatório elaborado pela liderança do governo.
O deputado Luiz Paulo (PSDB) negou que este documento faça parte dos supostos dossiês que teriam dado origem à convocação do secretário.
"O presidente da casa sabe diferenciar o que são informações públicas e o que são informações clandestinas", disse Luiz Paulo.
