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Registros de manchas de óleo em praias do Nordeste sobem para 113

Oito estados registram casos; ao menos 13 animais foram atingidos e dez morreram

Os registros de manchas de óleo em praias do Nordeste subiram para 113, de acordo com o mais recente levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), neste domingo (29).

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Ao todo, oito estados registram casos de óleo na praia. Ao menos 13 animais foram atingidos -- nove tartarugas e uma ave foram encontradas mortas ou morreram após o resgate.

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Uma investigação do órgão aponta que o óleo que está poluindo as praias têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele viria. Segundo a Petrobras, trata-se de óleo cru, que não é produzido no Brasil.

A suspeita é que o petróleo tenha vindo de navios que passam pela região, segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que está analisando imagens de satélite do mar. A pesquisa, no entanto, ainda está em estágio inicial.

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As manchas começaram a aparecer no início de setembro. Até quinta-feira (26), eram 99. Na sexta, o número subiu para 109. Agora, chegou a 113.

Confira quantos locais foram atingidos em cada estado, segundo o Ibama:

  • Alagoas: 11 locais
  • Ceará: 8 locais
  • Maranhão: 11 locais
  • Paraíba: 16 locais
  • Pernambuco: 19 locais
  • Piauí: 1 local
  • Rio Grande do Norte: 43 locais
  • Sergipe: 4 locais

Animais afetados

O número de animais afetados também cresceu. O óleo já atingiu ao menos 12 tartarugas e uma ave bobo-pequeno ou furabucho (Puffinus puffinus), conhecida pela longa migração. Três tartarugas foram encontradas vivas e nove foram encontradas mortas ou morreram após o resgate. A ave também não resistiu ao óleo.

  • 1/9 - 1 tartaruga marinha - Praia de Sabiaguaba, Fortaleza (CE) - morta
  • 4/9 - 2 tartarugas marinhas - Praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho (PE) - mortas
  • 7/9 - 1 ave bobo pequeno - Praia de Cumbuco, Caucaia (CE) - morta
  • 11/9 - 1 tartaruga marinha - Praia de Jacumã, Ceará-Mirim (RN) - viva
  • 16/9 - 1 tartaruga marinha - Ilha dos Poldos, Aroises (MA) - morta
  • 22/9 - 1 tartaruga marinha - Praia de Itatinga, Alcântara (RN) - viva
  • 22/9 - 1 tartaruga marinha - Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) - morta
  • 23/9 - 1 tartaruga marinha - Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) - viva
  • 24/9 - 1 tartaruga marinha - Jericoacoara, Jijoca de Jericoacoara (RN) - morta
  • 28/09 - 1 tartaruga marinha - Ilha Grande, Ilha Grande (PI) - morta

Origem da substância

Há suspeita de que a contaminação tenha relação com navios petroleiros. A hipótese é que algum deles tenha efetuado uma limpeza nos tanques e despejado os rejeitos no mar.

Em entrevista ao G1 na última sexta, o diretor da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, Eduardo Elvino, disse que o órgão está atuando em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para identificar possíveis fontes do vazamento.

O trabalho envolve analisar imagens de satélite que abrangem 187 quilômetros do litoral dos estados de Pernambuco e Paraíba. Segundo Elvino, ainda não é possível apontar quais navios podem ser responsáveis pela tragédia ambiental porque a análise está em estágio inicial.

"Com essa varredura das imagens de satélite a gente identificou os pontos no mapa que podem ser navios, e aí estamos analisando a existência de pontos pigmentados ao lado desses possíveis navios. Esses pontos coloridos podem ser realmente manchas de óleo, mas também podem ser cardumes de peixe ou concentrações de alga, por exemplo. São várias possibilidades", explica Elvino.

Segundo o coordenador do sindicato dos trabalhadores na indústria do petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB), Rogério Almeida, a prática é proibida, mas ainda é realizada.

"É um óleo grosso, quase um piche. Pode ser rejeito de um navio após a limpeza dos tanques. Muitos navios continuam fazendo isso e deve ter caído em uma corrente marítima", disse Almeida.

De acordo com Elvino, com a identificação das correntes marinhas, "existe a possibilidade de identificar o navio que fez a referida rota" e tentar rastrear se "o piche encontrado nas praias faz parte do combustível dos navios". Segundo o analista, pela legislação, o produto deve ser descartado nos portos, onde empresas especializadas recolhem o material.

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