Redução de espécies de abelhas preocupa produtores de mel no Pará
Com a chegada das plantações de soja, em 2014, quantidade de colmeias diminuiu
A redução de espécies de abelhas tem preocupado os produtores de mel no município de Belterra, no oeste do Pará.
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A cidade, que já foi uma das principais produtoras do estado, chegou a ter mais de 30 espécies de abelhas nativas que geravam renda para mais de 40 produtores.
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Porém, com a chegada de grandes plantações de soja, em 2014, as espécies começaram a desaparecer, reduzindo, assim, o número de colmeias e, portanto, da produção de mel.
A zootecnista Adcleia Pereira Pires conta que, hoje, apenas 17 produtores continuam em atividade. "Foi despencando. Em 2015 teve um declínio total e, em 2016, houve tanta queimada na região, [para o] plantio de grãos que não teve coleta de mel", diz.


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Ainda não há conclusões científicas que expliquem o sumiço das abelhas. Para os criadores do inseto, o uso de agrotóxicos é um dos principais fatores para a morte delas na região. Já o agricultor Pio Stefanelo, que cultiva 1.118 hectares de soja e milho em Belterra, discorda e diz que o uso de inseticidas é bastante limitado atualmente e que outras tecnologias disponíveis já permitem diminuir a utilização de venenos.
O Ministério Público do Estado do Pará investiga a situação, mas a promotora que cuida do caso admite que, sem pesquisa, é difícil identificar e punir os culpados.
