Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Professora envenenada: suspeita, sogra pesquisou efeitos do chumbinho antes da morte

Justiça prorrogou prisões dela e do filho, o médico Luiz Antonio Garnica


				Professora envenenada: suspeita, sogra pesquisou efeitos do chumbinho antes da morte
Professora Larissa Rodrigues morreu em Ribeirão Preto, SP, em março deste ano. Foto: Arquivo pessoal

O Ministério Público afirmou nesta quarta-feira (4) que Elizabete Arrabaça, suspeita de matar a nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, pesquisou na internet os efeitos do chumbinho dias antes da morte, em março deste ano em Ribeirão Preto (SP). O laudo toxicológico no corpo de Larissa apontou exatamente a presença do veneno de rato.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

A informação da pesquisa foi passada pelo MP após a divulgação de uma carta em que Elizabete diz que o envenenamento foi acidental e que ocorreu depois que a professora tomou um remédio para dor no estômago que estava envenenado (veja abaixo detalhes).

Leia também

"Ela [Elizabete], dias antes do crime, teria feito pesquisas no Google sobre os efeitos do chumbinho. Já existe essa comprovação no inquérito, o que afasta qualquer possibilidade, segundo nosso entendimento, de que esse veneno foi dado para a Larissa de forma enganosa", destaca o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino.

Além da pesquisa, as investigações apontam também que a suspeita ligou para uma amiga, antes da morte de Larissa, para perguntar se ela tinha chumbinho na fazenda.

Shorts Youtube
Play
Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Play
Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Play
Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Play
Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Play
Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas

Elizabete foi presa com o filho, o médico Luiz Antonio Garnica, no dia 6 de maio. Nesta quarta-feira (4), a Justiça prorrogou a prisão temporária dos dois, que se encerraria na quinta (5), por mais 30 dias.

Carta 'não tem o menor fundamento'

A carta escrita por Elizabete em 31 de maio foi juntada pela defesa ao inquérito.

Nela, a suspeita afirma que nem ela nem Larissa sabiam que o remédio estava com o veneno e que as duas tomaram por estarem com dor no estômago, na noite anterior à morte. A mulher diz que ela e o filho são inocentes.

"Meu estômago estava doendo. Peguei o vidro do Omeprazol [medicamento para o estômago] e tome duas cápsulas. Daí, ela [Larissa] disse que a marmita não tinha caído bem no estômago dela, e eu falei: 'posso ir ao banheiro?'. Nisso, a Pandora [cachorra] pulou da cadeira, e a Larissa disse: 'posso tomar esse Omeprazol para ver se eu melhoro, sogra?'. Eu disse: 'claro que pode'", cita trecho.

Porém, Nicolino descarta a hipótese de acidente. Segundo ele, Elizabete escreveu a carta com a finalidade de inocentar o filho.

"Ela também afirma que tomou essas cápsulas de Omeprazol, que, na verdade, continham chumbinho. Só que a Larissa morreu e ela, não. Nós não acreditamos nessa versão. [...] O que, na verdade, ela quer, ao mesmo tempo, é excluir a responsabilidade do filho e também dizer que tudo não passou de um acidente. Não tem o menor fundamento essa questão, não convence", pontua.

O promotor ressalta, ainda, que o relato não diminui a culpabilidade da sogra.

"Pelo contrário, acho que agora piorou, porque agora nós temos a prova efetiva, de ela admitindo que ela forneceu o chumbinho para a Larissa."

Veneno adquirido pela filha

Segundo Elizabete, o veneno de rato foi conseguido pela filha, Nathália Garnica, para dar a vizinhos que possuem chácaras.

Nathália morreu um mês antes de Larissa, e a Polícia Civil exumou o corpo dela no dia 23 de maio para apurar se também houve envenenamento por chumbinho, como aconteceu com a professora.

"A conclusão que cheguei nesses dias, orando muito a Deus e suplicando uma luz divina, é de que Nathália havia colocado o veneno nas cápsulas de Omeprazol. Não existe outra explicação. Infelizmente, perdi duas filhas", pontua Elizabete na carta.

Ainda durante o relato, a suspeita chegou a dizer que "agora já sei que vou morrer também", isso pelo fato de também ter tomado os medicamentos de Nathália e por estar se sentindo mal.

"Agora eu já sei que vou morrer também, porque, dos remédios dela [Nathália], levei todos para eu usar. [...] Eu também estou definhando, muita fraqueza. Tentei escrever, porque ainda estou na cadeia e piorando a cada hora."

Por fim, Elizabete afirma que ama os filhos, os netos e Larissa, a quem define como uma filha.

"Deixo um abraço para nossas amadas famílias, muito amor por todos vocês. Amo os meus filhos. Um beijo da vovó Bete para meus netos, que amo infinitamente e eternamente. Larissa, eu sempre lhe amei e amo como minha filha. Muitas lágrimas de amor", conclui.

O que dizem as defesas?

Advogado de Elizabete, Bruno Corrêa informou que pediu para que a cliente seja interrogada novamente.

Já Júlio Mossin, advogado de Luiz, disse que a carta comprova a inocência do médico e que ele está preso injustamente.

"Essa carta é a maior prova de inocência do Luiz. Nela, a mãe dele assume, sim, unicamente, a autoria do crime e põe fim à forma como esse delito teria ocorrido, que foi cometido via duas cápsulas de Omeprazol que, em seu conteúdo, tinha chumbinho. O restante que está sendo veiculado pela acusação, eu tenho só suposições", afirma.

Prisão domiciliar negada

No último dia 30 de maio, a Justiça negou o pedido para que Elizabete cumpra a prisão temporária em casa. Segundo Bruno Corrêa, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri entendeu que a idosa, de 67 anos, não preenche os requisitos legais para a concessão do benefício.

Já nesta semana, a suspeita foi transferida para a penitenciária de Mogi Guaçu (SP).

A Polícia Civil e o Ministério Público suspeitam que a professora tenha sido morta ao pedir o divórcio ao médico após descobrir uma relação extraconjugal dele.

O inquérito ainda não foi concluído. Até o momento, as autoridades trabalham com a suspeita de homicídio com quatro qualificadoras: motivação torpe, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vitima, uso de veneno e feminicídio.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas