Porta-voz de Temer diz que intervenção no RJ não tem caráter eleitoral
Alexandre Parola não explicou motivo do pronunciamento, mas TV Globo apurou que foi em resposta a uma declaração de Lula
O porta-voz do presidente Michel Temer, Alexandre Parola, convocou um pronunciamento nesta quarta-feira (21) no Palácio do Planalto para dizer que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro não tem caráter eleitoral.
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Parola também disse, sem citar nomes, que assessores ou colaboradores do governo que expressem ideias ou avaliações sobre a intervenção "não falam nem têm autorização para falar" em nome de Temer.
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"A agenda eleitoral não é, nem nunca o será, causa das ações do presidente. Assim o comprovam as reformas propostas na Ponte para o Futuro [documento lançado pelo PMDB] e que têm sido implementadas desde o primeiro dia da administração", disse Parola.
"O presidente da República não se influenciou por nenhum outro fator, a não ser atender a uma demanda da sociedade. É essa a única lógica que motivou a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro", acrescentou.


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Alexandre Parola não explicou o motivo do pronunciamento. A TV Globo apurou que foi uma resposta a uma declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que o petista chamou a intervenção de "pirotecnia" de Temer para tentar se reeleger.
Outro motivo seria a entrevista do marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, ao jornal "O Globo", na qual disse que o Planalto quer usar a intervenção para alavancar uma eventual candidatura do presidente.
A intervenção federal no Rio foi decretada por Temer na semana passada e aprovada pelo Congresso Nacional na noite desta terça (20). Pelo decreto, as Forças Armadas poderão comandar as ações de segurança pública no estado até 31 de dezembro.
