Peças de coleção egípcia do Museu Nacional são recuperadas
Foram apresentados 27 itens do acervo, como amuletos da sacerdotisa Sha-amun-em-su, que jamais foram vistos pelo público
Vinte e sete peças da coleção egípcia do Museu Nacional foram recuperadas do incêndio que atingiu o acervo no ano passado e apresentadas nesta terça-feira (7). O museu possuía o maior acervo de peças egípcias da América Latina, com as chamas, alguns itens foram perdidos.
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Entre as peças recuperadas, estão algumas que jamais foram vistas pelo público. O Museu Nacional foi destruído em um grande incêndio no dia 2 de setembro do ano passado, e a maior parte do acervo foi destruída.
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Os destaques são os amuletos da sacerdotisa Sha-amun-em-su. O caixão nunca foi aberto - assim ficou por 2.700 anos.
Uma tomografia feita no sarcófago bem antes do incêndio ajudou no "garimpo". Pesquisadores sabiam o que havia dentro e, com o trabalho guiado de buscas, foi possível recuperar nove amuletos que estavam com a múmia.


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'Dama do Cone' sem cone
Os pesquisadores também recuperaram várias estatuetas, entre elas a dama egípcia feita em calcário por volta de 1500 a 1450 antes de Cristo.
Ela era conhecida pelos visitantes do museu como a "Dama do Cone" por ter um cone de incenso na cabeça, mas ele foi destruído.
Até agora, os pesquisadores recuperaram mais de 2.700 peças do museu, sendo 200 da coleção egípcia. A maior parte das peças encontradas ficava no primeiro andar do prédio e foi feita com material mais resistente.
Apelo
O diretor do museu, Alexander Kellner, fez um apelo para que o Ministério da Educação ajude o museu a continuar o trabalho de resgate das peças. Ele voltou a pedir uma reunião com o governo federal e disse que não tem mais autonomia pra continuar as buscas.
Ainda segundo Kellner, é necessário um aporte de R$ 1 milhão emergenciais para que o trabalho não pare.
Cônsul do Egito, Sherif Ismail comemorou os novos achados e reforçou o compromisso do governo egípcio em colaborar com o trabalho de recuperação do museu.
Investigação
No mês passado, a Polícia Federal concluiu a primeira fase da investigação sobre o incêndio que destruiu o Museu Nacional. Segundo a PF, o fogo começou em um aparelho de ar condicionado localizado no auditório do térreo.
As investigações continuam para responder se houve ação criminosa. Não há data prevista para a conclusão do inquérito.
O museu nacional foi destruído em um grande incêndio no dia 2 de setembro do ano passado e a maior parte do acervo foi destruída.
