Paratleta que vendia doces em Maceió e caiu de prédio no Recife é cremado
Maykon Douglas teve o corpo sepultado como indigente; família arrecadou doações para realizar a cerimônia

Ecstien Filho
13/03/2026 às 10:34 • Atualizada em 13/03/2026 às 10:51 - há XX semanas
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Conhecido por vender doces na orla de Maceió e por uma história de superação que chegou a ser mostrada em reportagem da TV Gazeta, o paratleta Maykon Douglas de Jesus Almiron teve o corpo cremado nessa quinta-feira (12), no Recife, após a família solicitar a exumação. O atleta havia sido enterrado como indigente cerca de 12 dias depois de morrer ao ser arremessado do quarto andar de um prédio na capital pernambucana.
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Natural do Mato Grosso do Sul, Maykon morreu no dia 13 de fevereiro após ser lançado da janela de um apartamento, junto com sua cadeira de rodas elétrica, em um edifício no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O caso ganhou repercussão pela brutalidade e também pela dificuldade da família em localizar o corpo.
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Mesmo tendo sido encontrado com documento de identidade, o corpo do paratleta acabou sendo sepultado como indigente no Cemitério Parque das Flores, cerca de 12 dias após o crime. A família afirma que só tomou conhecimento da morte no mesmo dia do enterro, após ver informações sobre o caso circulando na internet.

Diante da situação, os familiares entraram com pedido para a exumação do corpo. A mãe de Maykon, a cozinheira Marta Almorin, viajou ao Recife para acompanhar os trâmites legais e autorizar os procedimentos necessários para retirar o corpo do cemitério.


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Após a exumação, a família iniciou uma campanha de arrecadação online para custear a cremação. Segundo a advogada dos familiares, Emilly Amaral, as doações permitiram que o procedimento fosse realizado com apoio do Grupo Amorim Crematório.
“Graças às doações recebidas e ao apoio do Grupo Amorim Crematório, hoje se encerra um ciclo de profunda dor para a mãe de Maykon, o paratleta olímpico que teve sua vida tragicamente tirada. Que este momento represente, ao menos, um pouco de dignidade, respeito e paz diante de uma perda tão irreparável”, informou a advogada.
De acordo com as investigações, o principal envolvido no caso é Thiago Regalado Carvalheira, de 35 anos. A polícia aponta que ele teria arremessado Maykon pela janela durante um surto e, em seguida, também se jogou do prédio, morrendo no local.

Antes da queda, o homem apresentou comportamento agressivo dentro do apartamento. Uma amiga dele e uma empregada doméstica conseguiram deixar o imóvel, mas Maykon permaneceu em um dos quartos e acabou sendo lançado pela janela.
O caso chamou atenção também pela trajetória de superação do paratleta, que vendia doces na orla de Maceió para se sustentar e chegou a ganhar destaque após uma reportagem da TV Gazeta contar sua história de vida.
A cremação, segundo a família, representa o encerramento de um processo marcado por dor e pela luta para garantir um desfecho digno ao atleta.