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Mulher diz que apanhou de 5 seguranças em casa noturna em São Paulo

Taynara Diniz relatou que levou socos na cabeça, olhos, costas e chutes nas pernas de seguranças

Uma mulher denunciou que foi agredida, no último domingo (7), por cinco seguranças mulheres na casa noturna Villa Mix, na Vila Olímpia, Zona Sul da cidade de São Paulo. A empresária Taynara Diniz, 29 anos, relatou o acontecido na rede social.

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Ela informou que foi levada para uma sala e espancada após ter um desentendimento com um homem na pista de dança. "Levei socos na cabeça, nos olhos, costas, chutes nas pernas, tive o meu vestido rasgado, além da humilhação que passei", diz ela no relato publicado. Taynara diz que só pararam de bater quando fingiu um desmaio.

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A empresa que gerencia a Villa Mix disse em nota que a cliente estava descontrolada e teria agredido "física e moralmente" os seguranças de firma terceirizada. E que determinou o afastamento imediato dos seguranças envolvidos até o esclarecimento dos fatos (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que o caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pelo 96º DP. "No momento do registro da ocorrência os envolvidos foram ouvidos e a vítima foi convocada a comparecer à unidade para prestar mais informações que possam auxiliar nas investigações."

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De acordo com Taynara, tudo começou quando um homem jogou um copo de bebida no rosto dela quando estavam na pista de dança e ela reagiu.

"Por óbvio, a minha reação na hora foi a de também soltar o meu copo, já que na hora fiquei cega pelo álcool da bebida dele nos meus olhos. Ao verem o que estava acontecendo as seguranças da casa me seguraram e me tiraram da pista para evitar uma confusão maior", relatou ela.

Taynara disse que após uma discussão sobre quem estava certo ou errado as seguranças a levaram para uma sala nos fundos. "Fui espancada por 5 seguranças, a mais pura covardia e crueldade (...) Outras 3 testemunhas ouviram os meus gritos de desespero e socorro do lado de fora da casa, e começaram a bater no portão, pedindo que liberassem a pessoa que estava ali sendo espancada. Nisso um segurança (o mesmo que estava me segurando) abriu o portão e falou 'está tudo bem, não está acontecendo nada'. Após muita insistência e após dizerem que a polícia estava a caminho, abriram o portão e me jogaram para fora como um animal", relata.

Segundo Taynara, ela teve o celular escondido quando ameaçou chamar a polícia.

"Assim que começaram as agressões, eu comecei a ameaçar chamar a polícia. Nesse momento roubaram o meu celular me deixando lá presa sem qualquer comunicação. Só pararam de me bater quando eu parei de me debater e fingi um desmaio. Assim, levantei e corri, atravessei a primeira porta e fui segurada por outro segurança na porta que dava acesso para a rua. Onde gritava mais alto por socorro. Engraçado que, após a chegada da polícia, meu pai tentou localizar meu celular pelo 'find my iPhone' e menos de 5 minutos depois o celular foi entregue por um faxineiro da casa ao policial falando que meu celular foi 'encontrado' no lixo."

Veja a resposta da Villa Mix

"A 'JHLS lanchonete e choperia', licenciada da marca Villa Mix, vem por meio desta nota esclarecer os acontecimentos do último dia 05/05/2019 sobre as acusações de uma jovem, que teria sido vítima dentro da casa "Villa Mix" de São Paulo.

Na data referida, a jovem acusadora, conforme ela mesmo admite, teve um desentendimento com outro cliente gerando tumulto capaz de colocar em risco a integridade física dos envolvidos e de terceiros. Nesse momento, a equipe de segurança, composta de colaboradores de empresa terceirizada e especializada em eventos/casas noturnas, foi acionada para resolver a situação.

A equipe de colaboradores da empresa de segurança relata que, ao abordarem a jovem acusadora, conforme restou relatado perante a autoridade policial (Boletim de Ocorrência número 4029/2019), a mesma se mostrava descontrolada, em razão da discussão que teve com o outro cliente, inclusive teria agredido física e moralmente os colaboradores.

A empresa informa que está acompanhando a apuração dos fatos e colaborará com as autoridades policiais para a responsabilização pelo lamentável acontecimento e determinou à empresa de segurança terceirizada o afastamento imediato dos seguranças envolvidos até que os procedimentos oficiais de apuração sejam concluídos.

Por fim, a empresa reitera que repudia qualquer tipo de violência, discriminação, racismo e qualquer tipo de agressão à mulher ou prática oposta à sua finalidade: proporcionar momentos de alegria e descontração.'"

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