MP italiano investigará pais de menina de 4 anos que morreu de difteria
Genitores não imunizaram criança contra a doença

O Ministério Público de Palermo, na Itália, revelou neste sábado (22) que investigará os pais de Anna Rosa Bartolotta, menina de 4 anos que morreu de difteria, por homicídio culposo.
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O casal optou por não vacinar a filha contra a doença, alegando que uma imunização teria causado autismo em um primo mais novo.
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As autoridades sicilianas trabalham com a hipótese de que a omissão dos pais tenha contribuído para a morte da criança. Vale destacar que a vacinação contra a difteria é obrigatória há anos no país europeu.
Os promotores de Palermo também vão apurar quantos familiares da vítima e vizinhos compartilham opiniões antivacina e quantas crianças permanecem não imunizadas contra a doença. Os dados ajudarão a avaliar possíveis riscos à saúde pública.


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Algumas fontes afirmaram que o casal também não havia vacinado os outros três filhos. Eles, contudo, foram imunizados após a morte da irmã mais nova.
A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Palermo, por sua vez, ordenou uma revisão urgente das escolas de educação infantil e do ensino fundamental na zona norte do município siciliano, a fim de verificar se há crianças não vacinadas frequentando as aulas.
O MP também analisará uma brecha utilizada por pais antivacina para matricular os filhos. Eles apresentam o comprovante de agendamento da vacinação como forma de contornar a exigência de imunização prevista em lei.
Os médicos que atenderam Bartolotta relataram aos investigadores que há grande dificuldade para imunizar crianças no norte de Palermo, especialmente no bairro de Zen, onde "existe uma crença generalizada de que as vacinas causam autismo em crianças".
