Moraes manda abrir mais três inquéritos sobre ataques em Brasília
Ao todo, há quatro inquéritos sobre diferentes grupos de envolvidos: autoridades, financiadores, executores e 'autores intelectuais'.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a abertura de mais três inquéritos para investigar a conduta de golpistas envolvidos nos atos de terrorismo do último dia 8.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A decisão atende a pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Leia também
Os pedidos de inquérito são similares, mas separam os futuros investigados pelo tipo de participação: os financiadores, os executores e os autores intelectuais dos atos de terrorismo.
Nos três casos, há menção aos crimes de:


Esta é a primeira eleição que Renan Filho perde das sete que disputou

Paulo Dantas abre espaço para processo de transição de governo com JHC

Apesar de derrota na majoritária, Paulo Dantas celebra seus eleitos ao Legislativo

Saiba o desempenho das famílias que disputaram as eleições em Alagoas
- terrorismo;
- associação criminosa;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- ameaça;
- perseguição;
- incitação ao crime.
"Na data de 8 de janeiro de 2023, uma turba violenta e antidemocrática, insatisfeita com o resultado do pleito eleitoral de 2022, almejando a abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente constituído, avançou contra a sede dos três Poderes da República, exigindo célere e enérgica resposta estatal", descreve a PGR no início do pedido de inquérito.
"A escalada da violência ganhou contornos incompatíveis com o Estado de Direito, resultado na invasão e enorme depredação dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal", prossegue.
No último dia 13, o ministro Alexandre de Moraes já tinha determinado a abertura de um inquérito sobre o caso – este, voltado especificamente para as condutas de autoridades como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (hoje afastado do cargo) e o então secretário de Segurança do DF, Anderson Torres (demitido e preso).
A PGR cita a prisão de mais de mil pessoas que estiveram no local dos atos de depredação.
E diz que, "embora o número seja representativo", é indispensável que sejam identificados os envolvidos que não foram presos em flagrante.
