Ministério Público desmascara e arquiva mentira de Saud contra jornalista
Investigação não encontrou indícios da prática de conduta criminosa pelo profissional de imprensa
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) arquivou a investigação sobre a acusação do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F;/JBS, Ricardo Saud, contra o jornalista Cláudio Humberto por concluir que não se verificou a existência "de indícios mínimos da prática de conduta criminosa" pelo profissional de imprensa.
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Ao prestar depoimento no âmbito de seu acordo de delação, em maio do ano passado, Saud disse que o jornalista o "extorquiu" e deixou de publicar críticas a seu respeito após a JBS anunciar no site de sua propriedade. A investigação do MPDFT concluiu que isso não aconteceu e que, mesmo após a assinatura de contrato publicitário, o jornalista publicou notícias críticas ao grupo e ao próprio Saud.
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Bueno desmentiu Saud
Durante a investigação do Ministério Público, o diretor de Comunicação do grupo J&F;, Miguel Bueno, prestou depoimento aos promotores e desmentiu categoricamente a acusação de Saud. Contou que foi dele, Bueno, a iniciativa de propor a publicação de anúncios no site do jornalista e que essa relação comercial não foi condicionada a compromissos editoriais.


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Miguel Bueno declarou aos promotores que em nenhum momento o jornalista exigiu contrato de veiculação publicitária em seu portal como condição para que deixasse de publicar novas notas contrárias a Ricardo Saud, à J&F; ou qualquer outro executivo do grupo.
Disse também o diretor de Comunicação do grupo J&F;, controlador da JBS, que não foi feito nenhum tipo de acordo neste sentido, nem por iniciativa dele, de Joesley Batista ou de Ricardo Saud ou qualquer outro executivo da J&F.;
