Menino de 4 anos morre afogado em centro esportivo
Polícia investiga a morte do menino. Bryan Vicente morava em um abrigo municipal e estava no centro esportivo em passeio de férias

Um menino de 4 anos, chamado Bryan Adolfo Moraes Vicente, morreu na noite do dia 23 de dezembro, após se afogar em uma piscina do Centro Esportivo Municipal Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelezão, na zona oeste de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso por meio de um inquérito policial.
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Bryan não morava com os pais, e sim no Instituto Dica do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica) da Casa Verde, na zona norte da capital. Ele e outras oito crianças foram levados ao centro esportivo por monitores do instituto para passear durante as férias.
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Segundo o boletim de ocorrência, uma banhista que frequentava o centro esportivo no momento do ocorrido contou à polícia que encontrou Bryan boiando de bruços dentro da piscina. Inicialmente, a testemunha pensou que o menino estivesse testando quanto tempo conseguiria ficar submerso, mas estranhou a demora. Ela foi até a criança, quando percebeu que Bryan estava desacordado e começou a gritar por socorro.
Manobras de ressuscitação


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O menino foi levado aos salva-vidas presentes no local. Imediatamente, os socorristas realizaram manobras de ressuscitação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante as manobras, a criança vomitou. Bryan morreu no local.
Os orientadores responsáveis pelas crianças contaram às autoridades que, no momento em que o afogamento do menino foi percebido, eles haviam se distanciado momentaneamente para atender outras crianças. Eles notaram o ocorrido apenas quando os salva-vidas já estavam realizando o socorro.
No momento do afogamento, estavam no local uma monitora aquática e pelo menos quatro salva-vidas. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o centro esportivo tinha uma equipe de salva-vidas de plantão, que realizou os procedimentos de salvamento até a chegada do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Orientadores afastados
Sobre os funcionários do abrigo, a administração municipal alegou que, como medida cautelar, afastou os profissionais envolvidos.
A Polícia Civil afirmou que investiga o caso por meio de um inquérito policial instaurado pelo 91° Distrito Policial (Ceasa). Exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento das causas da morte e dos fatos.
O caso foi registrado como homicídio. Uma das salva-vidas do clube consta no boletim de ocorrência como investigada.
