Master tinha R$ 4,8 milhões em caixa e R$ 48,6 milhões para pagar só de CDBs
Caixa do Master não era suficiente nem mesmo para honrar 10% dos valores devidos apenas aos investidores

Ao terem acesso às contas do Banco Master após a liquidação extrajudicial, no dia 18 de novembro de 2025, os técnicos do Banco Central (BC) encontraram apenas R$ 4,8 milhões no caixa da instituição. No mesmo dia, o Master teria que pagar R$ 48,6 milhões apenas aos investidores que aportaram dinheiro em CDBs.
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Considerando o restante da semana, a situação era ainda mais crítica. Até o dia 21 de novembro, o Master teria que desembolsar R$ 123,8 milhões para honrar os CDBs. As informações constam no relatório enviado pelo BC ao Tribunal de Contas da União (TCU) e foram reforçadas pelo diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, em depoimento prestado à Polícia Federal (PF) no dia 30 de dezembro de 2025.
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O relatório enviado ao TCU ainda revela que “na data da liquidação, a instituição [Banco Master] apresentava deficiência relevante no recolhimento de depósitos compulsórios”. “Em tal dia, a instituição mantinha depósitos de apenas R$ 22,9 milhões, frente à exigibilidade de R$ 2,537 bilhões”, diz o texto elaborado por técnicos do BC.
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