Justiça condena 4 homens por estupro coletivo de adolescente
Segundo a sentença, depoimento da vítima foi sustentado por exames do IML. Juiz rejeitou alegação de consentimento apresentada pelos réus

A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O crime ocorreu em janeiro deste ano.
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A sentença ainda manteve a prisão preventiva dos réus e determinou o pagamento solidário de indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos à vítima – aproximadamente, R$ 64,8 mil.
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Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19. As informações foram divulgadas com exclusividade pelo J10, programa da GloboNews.
Além dos condenados, um adolescente de 17 anos envolvido no caso respondeu à Justiça da Infância e da Juventude. Em abril, foi determinada a internação dele por seis meses em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).


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A decisão foi do juiz João Zacharias de Sá, que destacou a coerência do depoimento da adolescente e sua compatibilidade com outras provas reunidas durante o processo.
Os quatro homens negaram o estupro, embora tenham admitido ter mantido relações sexuais com a adolescente. As defesas alegaram que os atos foram consensuais.
Na sentença, o juiz rejeitou o argumento e ressaltou que a palavra da vítima tem relevância especial em crimes sexuais quando é coerente e encontra respaldo em outras provas.
Argumento da defesa
As defesas também levantaram a hipótese de que a adolescente teria inventado a denúncia por medo de que um encontro sexual coletivo fosse filmado e as imagens divulgadas. O juiz rejeitou a alegação por falta de elementos que sustentassem essa versão.
A sentença também destacou que não existe uma reação única ou previsível diante de uma violência sexual, já que vítimas podem demonstrar desespero, tentar evitar uma agressão mais grave ou até ficar paralisadas.
Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin também foram alvo de outras acusações de estupro que chegaram à polícia após a repercussão do caso de Copacabana.
Relembre o caso
O caso aocorreu em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento em Copacabana. Segundo o depoimento da jovem à Justiça, ela foi até o local após ser convidada por um adolescente com quem já havia se relacionado anteriormente.
Ainda de acordo com o relato, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. A adolescente relatou ter sofrido socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido imobilizada e impedida de deixar o apartamento.
Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram lesões físicas com lesões nos órgãos genitais, nádegas, costas e com suspeita de fratura na costela.
Para o magistrado, as provas reunidas durante a investigação e o processo sustentaram a acusação.
