Justiça autoriza transfusão de sangue em bebê de família Testemunha de Jeová
Recém-nascido tinha hemorragia e quadro grave de anemia e mãe não autorizou procedimento
A Justiça autorizou esta semana a Santa Casa de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a fazer transfusão de sangue em um recém-nascido que estava internado no hospital com o quadro de hemorragia no estômago e quadro grave de anemia. Os pais seguem a religião Testemunha de Jeová e tinham negado o procedimento.
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A mãe chegou até a redigir uma carta dizendo que tinha sido orientada pela equipe médica sobre a gravidade do quadro de saúde do bebê e que estava ciente de que ele poderia morrer se não fosse feita a transfusão. "Mesmo assim, sabendo de todos os riscos e gravidade, não autorizo as transfusões", escreveu a mãe.
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Diante da negativa, a Santa Casa entrou com um pedido de tutela antecipada alegando que a criança poderia morrer se não fizesse o procedimento.

O juiz acatou o pedido, destacando que a demora natural dos trâmites do processo poderia trazer dano irreversível ou de difícil reparação para o bebê.


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"Preservada a garantia constitucional do direito à crença e culto religioso, o direito à vida é de ser tutelado em primeiro lugar pelo Estado, dada ordem de grandeza que envolve um e outro direito, evidenciando a presença do fumus boni juris", afirma o juiz.
O hospital informou que o procedimento foi realizado e o estado de saúde do bebê, que tem 11 dias de vida, é estável. Os pais não foram localizados pela reportagem para falar sobre o assunto.
