Jovem desabafa após ter corpo queimado por 'drink explosivo': 'Desespero'
Acidente aconteceu durante o fim de semana em Peruíbe, no litoral paulista. Polícia está investigando o caso e deve ouvir testemunhas nesta quarta (3)
A jovem que teve o corpo incendiado durante a apresentação de um barman em uma casa noturna de Peruíbe, no litoral de São Paulo, afirma que viveu momentos de terror e que ainda não conseguiu se recuperar completamente do susto. Em entrevista ao G1, a enfermeira de 24 anos, que prefere não ser identificada, diz que continua com dificuldades para dormir e que ainda sente muita dor por conta das feridas espalhadas pelo corpo.
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Um vídeo obtido pelo G1 mostra o momento exato do acidente. Um colaborador do 'Totem Beach Bar' aparece preparando um drink 'incendiário' para uma mulher que comemorava o aniversário. Por conta de um vazamento no equipamento, ocorre a explosão. O fogo atingiu diretamente o rosto da enfermeira, que ficou com o cabelo em chamas, correndo de um lado para o outro, durante pouco mais de um minuto.
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"Eu estava sentada e, do nada, a chama veio na minha direção. Quando senti começar a queimar, corri sem direção e fui parar dentro da cozinha, com o cabelo pegando fogo. Fiquei em estado de choque. Ouvia as pessoas gritando demais, pedindo para eu tirar a jaqueta. Quando achei uma torneira, comecei a jogar água no meu corpo, até que o fogo apagou. Além dos vários ferimentos, acabei perdendo metade do meu cabelo, que ficou totalmente queimado", lembra.

A enfermeira, que é moradora de Brasília (DF), chegou ao litoral de São Paulo para aproveitar o Réveillon. De acordo com ela, que estava há apenas dez minutos no bar antes do acidente acontecer, os proprietários do estabelecimento trataram a situação com descaso e, em momento algum, ofereceram qualquer tipo de ajuda. Ao contrário do que afirmou a dona da casa noturna, em entrevista ao G1, a vítima afirma que nenhum contato foi feito diretamente com ela.


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"Ninguém me ajudou. Uma responsável pelo local ficou em pé, me olhando. Eu falei que estava toda queimada, e ela me disse que não poderia fazer nada. A proprietária nem sabe quem eu sou. A única coisa que fez foi me dar um cartão, mas nunca recebi nada dela. Acredito que, na hora, alguém do bar deveria ter me acompanhado até o hospital. É muita sorte não ter acontecido algo pior. O problema é eles tratarem como se nada tivesse acontecido", reclama.

Ainda se recuperando dos ferimentos, a enfermeira afirma que vai ser difícil esquecer os momentos de terror pelos quais passou dentro do local. "Meu colo e meu rosto ficaram totalmente queimados. A dor só passou quando eu entrei no soro. Para mim, foi desesperador. Todo mundo estava em pânico. Não pretendo voltar nunca mais nesse local. Nem o barman foi até mim pedir desculpas. Pior do que o medo que senti é o descaso", afirma.
"Não vamos poder reparar o susto. Ficamos muito tristes com o ocorrido e nos colocamos à disposição para qualquer necessidade, mesmo sem retorno algum da vítima desde o momento do acidente até hoje. Faço contatos diários via WhatsApp para saber como ela está, mas, até agora, não tive retorno", finaliza Lizandra.
O G1 também entrou em contato com a Prefeitura de Peruíbe para falar sobre o assunto. De acordo com a administração municipal, o bar está em situação regular, tendo apresentado todos os documentos necessários para seu funcionamento, inclusive junto à Secretaria da Fazenda. "No âmbito da Secretaria da Defesa Social, também não houve registro de nenhuma anormalidade", finaliza a nota.
