João de Deus recebe alta de hospital particular em Brasília

Religioso estava internado na capital desde 24 de outubro, após passar mal. Ele chegou a ficar seis dias em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O religioso João Teixeira de Faria, de 79 anos, conhecido como João de Deus, recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (4). Ele estava internado na capital desde o dia 24 de outubro, após passar mal em Anápolis (GO), onde cumpre pena em regime domiciliar por abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais (veja detalhes abaixo).
Ao dar entrada no hospital, ele se queixava de fadiga e dor na região do tórax. Um dia após ser admitido na unidade de saúde, ele foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em 29 de outubro, após melhora no quadro, João de Deus foi transferido para um quarto comum.
O G1 acionou a defesa do religioso, que não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Na última terça (3), o advogado Anderson Van Gualberto Mendonça disse que ele estava melhor e deveria receber alta nos próximos dias.
De acordo com a defesa do religioso, os sintomas foram provocados por um problema circulatório. Além disso, João de Deus faz tratamento quimioterápico por causa de um câncer no estômago. Inicialmente, o hospital informou que o quadro era considerado de alto risco.
Prisão
O líder religioso ficou preso entre dezembro de 2018 e março de 2020 no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Porém, foi liberado em março deste ano para cumprir a pena em regime domiciliar, pelo alto risco de contágio da Covid-19 no presídio.
Não há registro de autorização judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) que permita a saída de João de Deus do perímetro ao qual está preso. Entretanto, de acordo com o órgão, a comunicação pode ser feita posteriormente em casos de saúde.
Sentenças
João de Deus foi condenado a mais de 60 anos de prisão por posse ilegal de arma de fogo e crimes sexuais cometidos contra mulheres, enquanto fazia atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO).
Até janeiro deste ano, foram três condenações por crimes sexuais cometidos contra nove mulheres:
1ª - por posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019;
2ª - por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019;
3ª - por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, janeiro de 2020.