Igreja pagará R$ 100 mil após associar pedofilia à população LGBT+
Durante culto transmitido nas redes sociais, pastor associou siglas da comunidade com pedofilia: "LGBTQ... P... pedófilo"

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a igreja evangélica Ministério Voz da Verdade e dois líderes religiosos da instituição por discriminação contra a população LGBT+. A ação foi movida em 2023 após falas que associam o grupo a crimes de pedofilia. “Vão logo querer legalizar a pedofilia… tá aí… LGBTQ… P… pedófilo”, disse um dos pastores durante um culto transmitido nas redes sociais.
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Ao analisar o caso na 2ª Câmara de Direito Privado do TJSP, o desembargador Álvaro Passos destacou que a liberdade religiosa não pode servir de justificativa para práticas ilícitas. Ele destacou que a conduta dos pastores e da igreja reforça estereótipos, incentiva a intolerância e a discriminação.
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Os pastores Edgar Oliveira Ramos e Carlos Alberto Moisés (em destaque na imagem) alegaram que não houve intenção discriminatória e que os vídeos foram disponibilizados apenas dentro da igreja. A tese, no entanto, foi rejeitada pelo juiz.
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