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Greta critica políticos e empresários na luta contra mudanças climáticas

Ela diz que políticos e CEOs 'fazem parecer' que estão agindo, mas 'quase nada é feito'

A jovem ativista Greta Thunberg acusou nesta quarta-feira (11) líderes políticos e empresariais de preferirem cuidar de suas próprias imagens a tomar medidas agressivas na luta contra as mudanças climáticas. Ela apontou para as ambiciosas metas de redução de emissões chamando-as de "enganação" e disse que "nada está sendo feito" para evitar uma catástrofe climática.

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"Eu ainda acredito que o maior perigo não é a inatividade, o real perigo é quando políticos e CEOs estão fazendo parecer que uma movimentação real está ocorrendo quando, na verdade, quase nada é feito além de contabilidade inteligente e relações públicas criativas", disse.

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A ativista falou na COP25, em Madri, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), onde cerca de 200 países se reúnem até sexta-feira (12) com o objetivo de intensificar a luta contra as mudanças climáticas.

"Parece que isso se tornou algum tipo de oportunidade para os países negociarem brechas e evitarem ser mais ambiciosos", disse, sob aplausos, a sueca de 16 anos.

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Conferência do Clima - COP 25

Em Madri, líderes políticos estão lidando com pendências na implementação do Acordo de Paris de 2015, que visa a evitar uma catástrofe ambiental, incluindo a árdua questão da contabilização das emissões de carbono.

A maioria dos países trabalha com metas de redução de emissões de médio prazo e uma das questões centrais das negociações é a necessidade de adotar metas mais ambiciosas.

"Um punhado de países ricos prometeu reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em X por cento nesta ou naquela data, ou alcançar a neutralidade de carbono em X anos", disse Thunberg, símbolo da luta contra as mudanças climáticas.

Muitas nações e empresas confiam na ideia dos mercados de carbono para cumprir as metas de redução da emissão de gases de efeito estufa e ajudar a limitar o aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC acima dos níveis pré-industriais.

Defensores dos mercados de carbono afirmam que podem servir para reduzir o custo de redução de emissões e permitir que os países se comprometam com metas mais ambiciosas. Outros os veem como uma maneira de impedir ações mais agressivas para reduzir as emissões.

Thunberg disse que muitas promessas para equilibrar as emissões desse modo excluem o impacto do transporte marítimo, da aviação e do comércio internacional, e pediu uma ação mais rápida.

"Zero em 2050 significa nada se a alta emissão continuar mesmo por poucos anos", afirmou

"Para ficar abaixo de 1,5ºC, precisamos manter o carbono no piso", afirmou Thunberg, que se tornou um símbolo da indignação da juventude com as gerações mais velhas e as classes políticas por prolongarem a crise ambiental.

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