Funcionária do Burger King se junta a ato para celebrar fim da 6×1 e Lula compartilha vídeo
"Vitória da classe trabalhadora", escreveu Lula na publicação
Uma imagem emocionante e simbólica, em que uma funcionária da rede de fast food Burger King deixa a loja para se juntar ao ato que celebra a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1, foi compartilhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (15), quando a PEC deve ser promulgada para entrar em vigor.
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“Vitória da classe trabalhadora”, escreveu Lula na publicação.
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Vitória da classe trabalhadora! 🇧🇷❤️
— Lula (@LulaOficial) October 15, 2026
O vídeo foi divulgado pelo vereador carioca e deputado federal eleito, Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que deu início à batalha para redução da jornada de trabalho.
Nas imagens, a funcionária do Burger King deixa a loja e atravessa a rua com uma bandeira de Lula e se junta aos trabalhadores que celebram a aprovação da PEC, por 75 votos a 1, no Senado Federal. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, será automaticamente promulgada.


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Exploração do trabalho
Na última semana, em meio aos debates sobre a PEC, o relato de um ex-funcionário do McDonald’s viralizou nas redes sociais ao mostrar, na prática, o que pode significar para um trabalhador receber de acordo com as horas efetivamente trabalhadas — modelo defendido pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) como alternativa à proposta de redução da jornada sem corte de salários.
Diego Salgado contou que trabalhou na rede de fast-food em 2001, com carteira assinada e em regime 6×1, recebendo R$ 1,60 por hora. O problema, segundo ele, era que não havia garantia de que cumpriria uma jornada diária capaz de assegurar uma remuneração previsível no final do mês.
“Ganhava R$ 1,60 por hora, mas sem garantia de fazer 7h20 por dia. Muitas vezes, com movimento baixo, eu era liberado após 4 ou 5 horas. Não adiantava falar. Eu pensava: ‘Como vou pagar as contas?’”
O depoimento ganhou repercussão justamente quando Flávio tenta apresentar como “liberdade” para o trabalhador uma proposta que vincula a remuneração ao tamanho da jornada escolhida ou realizada.
Como é trabalhar por hora? Trabalhei no McDonald's em 2001. CLT, regime 6x1. Ganhava R$ 1,60 por hora, mas sem garantia de fazer 7h20 por dia. Muitas vezes, com movimento baixo, eu era liberado após 4 ou 5 horas. Não adiantava falar. Eu pensava: "Como vou pagar as contas?" https://t.co/PYy4X9gQwJ
— Diego Salgado (@diegosalgado7) October 7, 2026
