Fornecedor de tornozeleiras diz que só entrega se RJ pagar o que deve
Spacecom diz que não recebe há oito meses: dívida é de R$ 2,8 milhões. Cavendish, Cachoeira e mais 3 esperam por equipamento para deixar prisão
Embora a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) tenha informado no sábado (2) que espera pela chegada de novas tornozeleiras eletrônicas ao estado na quinta-feira (7), a empresa Spacecom, responsável pelo fornecimento dos equipamentos, disse nesta segunda (4) que só retomará o fornecimento quando a secretaria quitar o débito acumulado, que já chega a R$ 2,8 milhões.
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Desde sábado (2), estão no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, à espera das tornozeleiras: o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e os empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu.
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Os cinco foram presos durante a Operação Saqueador da Polícia Federal e já foram autorizados pela Justiça a ficar em prisão domiciliar. Eles são acusados de envolvimento no esquema que desviou R$ 370 milhões de cofres públicos.
1,6 mil presos monitorados no RJ
Segundo a empresa, que tem contrato com a Seap para fornecer as tornozeleiras, a secretaria parou de pagar pelos aparelhos há cerca de oito meses, e por isso há cerca de dois meses não entrega nenhum equipamento novo.


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Atualmente, cerca de 1,6 mil presos usam a tornozeleira, e a Spacecom afirmou ainda que não parou de fazer o monitoramento, mesmo sem receber pelo serviço.
Em nota, a Seap informou que vem se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor, para que a entrega e manutenção das tornozeleiras sejam normalizadas. A Secretaria, porém, não confirmou que a dívida com a Spacecom seja de R$ 2,8 milhões.
Operação Saqueador
Na sexta (1°), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região transformou a prisão preventiva dos cinco investigados da Operação Saqueador em prisão domiciliar mas, diante da falta de tornozeleiras, determinou que os presos com curso superior fossem transferidos para o presídio de Bangu 8, do qual só poderão sair se estiverem usando os equipamentos. O tribunal negou pedido feito pelos advogados dos presos, para que estes pudessem cumprir a prisão domiciliar sem as tornozeleiras.
