Esquema bilionário que levou Ryan SP e Poze à cadeia tem elo internacional
Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações que extrapolavam o território nacional

A investigação que levou à prisão dos cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo nesta quarta-feira (15/4) mostrou que o esquema de lavagem de dinheiro sob apuração pela Polícia Federal tinha ramificações internacionais.
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Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações que extrapolavam o território nacional, com uso de transferências financeiras, intermediários e transações com criptoativos para ocultar a origem dos recursos.
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A ação faz parte da Operação Narco fluxo, que mobilizou mais de 200 policiais federais em diversos estados e resultou no cumprimento de 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, parte dos valores não permanecia no Brasil. O dinheiro era fragmentado, transferido e reinserido em diferentes circuitos financeiros.


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A PF também identificou indícios de evasão de divisas, com movimentações que buscavam dificultar o rastreamento e dar aparência legal aos recursos.
A apuração aponta que o grupo operava com divisão de funções e uso de empresas para dissimular os valores.
Além das operações digitais, também houve registro de circulação de dinheiro em espécie.
Para os investigadores, o modelo adotado permitia movimentar grandes quantias com menor risco de detecção imediata.
MC Ryan SP foi preso em uma casa em Maresias, no litoral paulista, durante o cumprimento dos mandados. Já Poze do Rodo também figura entre os alvos da operação, que ocorre simultaneamente em vários estados.

Durante a ação, os agentes apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem aprofundar a investigação.
