Esposa de ex-comandante aéreo de AL emociona ao relatar 423 dias de luta
Keidna Marques relembrou sofrimento vivido ao lado do policial após atentado durante operação aérea no Rio que culminou em sua morte, no último domingo
O emocionante relato de Keidna Marques, esposa do ex-comandante aéreo de Alagoas Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, comoveu milhares de brasileiros nas redes sociais ao expor a dor, a fé e a força que marcaram os 423 dias em que acompanhou a luta do marido após ele ser baleado em serviço. O servidor público morreu no último domingo (17).
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Casados há 15 anos, os dois enfrentaram juntos um dos momentos mais difíceis de suas vidas depois que o policial civil foi atingido durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
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Felipe Marques Monteiro foi baleado em março de 2025 enquanto atuava como copiloto de um helicóptero da Polícia Civil durante a Operação Torniquete, realizada na Comunidade Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Desde então, a família passou a enfrentar uma rotina marcada por medo, sofrimento e esperança.
Em um desabafo emocionante, Keidna afirmou que permaneceu firme ao lado do marido por amor, escolha e fé, mesmo diante das dificuldades e da dor enfrentada diariamente.


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“Durante 423 dias, eu fiquei de pé. Não por obrigação. Por amor. Por escolha. Por fé”, declarou.
A publicação rapidamente ganhou repercussão nacional e gerou uma onda de solidariedade, homenagens e mensagens de apoio. Internautas destacaram a força demonstrada pela esposa do comandante e o sacrifício silencioso vivido pelas famílias de agentes de segurança pública que acompanham de perto os riscos da profissão.

Muitas mensagens também ressaltaram a coragem de Felipe Marques Monteiro, lembrando que ele estava em missão para proteger a população quando foi atingido. O relato de Keidna emocionou pessoas de diferentes partes do país e trouxe à tona a realidade enfrentada por familiares que convivem diariamente com a insegurança e o peso emocional da profissão policial.
O policial civil, que morreu no último domingo, foi encaminhado para a cremação no fim da tarde da última terça-feira (19).
A despedida foi marcada por homenagens de familiares, amigos e colegas de profissão. Um cortejo formado por agentes da Polícia Civil e integrantes de outras corporações saiu da Lagoa, antigo posto de trabalho de Felipe, passando por diversos bairros da Zona Sul do Rio até chegar ao Crematório da Penitência, na Zona Norte da capital fluminense, onde ocorreu o velório.
Durante a cerimônia, o piloto recebeu as últimas homenagens da família e de companheiros de trabalho. Também foi realizada uma missa de corpo presente no local. O caixão estava coberto pelas bandeiras do Flamengo, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polícia Civil, em uma demonstração de respeito e reconhecimento à trajetória do comandante Felipe.
