'Era esperto, brincalhão', diz amigo sobre homem negro morto no Carrefour
Vítima tinha 40 anos e trabalhava com o pai, numa empresa de solda de portão
"Ele era esperto, brincalhão, amigo para toda a hora", diz André Gomes sobre João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite dessa quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra (nesta sexta, 20).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"Peguei meu celular agora de manhã e levei um choque. Éramos amigos desde a infância, nos criamos na mesma casa de religião, no batuque, na umbanda. Ele era tamboreiro. Estou fazendo 39 anos hoje, esse é meu presente", conta.
Leia também
João Beto, como era conhecido pelos amigos, vivia numa comunidade na Vila Farrapos, na Zona Norte da Capital. Ele foi agredido em uma unidade do supermercado Carrefour. As imagens da agressão foram gravadas e circulam nas redes sociais.
"Um cara de boa", define o amigo Paulão Paquetá, presidente da Associação de Moradores do Bairro Obirici. Os dois moravam a cerca de 200 metros de distância e se conheciam há mais de 10 anos.


TRE-AL inicia nesta quarta preparação das urnas após análise de candidaturas

PMs são encurralados e agredidos por torcedores do Sport no Rei Pelé #futebol #crb

Marquise desaba e mata idoso de 74 anos em São Paulo - 15/09/2026

Foragido de Pernambuco é preso escondido em São José da Tapera - 15/09/2026
"Um cara legal, estava sempre junto de nós. Gostava de sinuca e futebol. Torcia para o São José. Todo fim de semana fazia churrasco pro pessoal do bairro. Era de boa", conta.
De acordo com o amigo, Paulo trabalhava como soldador, na empresa do pai, e tinha uma enteada. "Ele era da torcida do São José. Sempre que tinha jogo, ele estava no jogo logo cedo", diz.
Integrantes da torcida organizada do São José publicaram uma mensagem em homenagem a João Alberto.
Veja o post:
"Na noite de hoje, Beto foi brutalmente espancado e assassinado por 2 seguranças do Carrefour Passo D'areia, há relatos que os seguranças bateram a cabeça dele no chão por diversas vezes e Beto clamava por socorro e pedia para respirar pois estavam trancando a respiração dele com os joelhos nas costas, bem na parte dos pulmões, infelizmente não resistiu a parada respiratória e acabou falecendo".
