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Entenda como a polícia investiga técnicos suspeitos de matar pacientes

Denúncia foi repassada pelo hospital à Polícia Civil em 23 de dezembro de 2025


				Entenda como a polícia investiga técnicos suspeitos de matar pacientes
Entenda como a polícia investiga técnicos suspeitos de matar pacientes. Reprodução/Web

Era 23 de dezembro de 2025 quando a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) recebeu uma denúncia totalmente fora do comum: um hospital particular do DF apontava três técnicos de enfermagem como suspeitos de assassinatos ocorridos em quartos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição.

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Desconhecidos entre si, de idades diferentes e moradores de regiões distintas, João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos, tinham uma única coisa em comum: todos estiveram internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), entre novembro e dezembro do ano passado.

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O início da investigação

A primeira suspeita partiu do próprio hospital. Em nota, a instituição informou ter identificado circunstâncias atípicas relacionadas à atuação de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos, respectivamente — todos técnicos de enfermagem.

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Com base nas evidências obtidas a partir de uma investigação interna, o hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão dos envolvidos, que já haviam sido desligados da instituição.

A ação da PCDF

Após tomar conhecimento da suspeita de crimes cometidos dentro da unidade de saúde, a PCDF recolheu imagens do circuito interno de segurança, ouviu testemunhas e manteve troca constante de informações com o hospital.

Com o inquérito em estágio avançado, a primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada em 12 de janeiro deste ano, resultando na prisão de dois dos investigados.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.

Na última quinta-feira (15/1), um terceiro mandado de prisão temporária foi cumprido contra uma investigada. Novas apreensões de dispositivos eletrônicos ocorreram em Ceilândia e Samambaia.

Celulares como ferramenta na investigação

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os celulares dos técnicos de enfermagem foram apreendidos. Os aparelhos, encaminhados ao Instituto de Criminalística da PCDF, passarão por análises periciais.

O objetivo da quebra de sigilo é acessar pesquisas realizadas e possíveis trocas de mensagens entre os suspeitos. A análise também deve auxiliar a polícia a identificar se houve outras vítimas, além das três mortes já confirmadas.

“Ao término do inquérito principal, que apura as três mortes, vamos instaurar um novo inquérito policial para investigar outras possíveis mortes ocorridas durante os plantões dos suspeitos, não apenas no Hospital Anchieta, mas também em outras unidades de saúde onde eles tenham atuado ao longo da carreira”, afirmou o delegado Maurício Iacozzilli.

Segundo o delegado, será realizado um cruzamento de dados com óbitos registrados nos dias de plantão dos investigados para verificar se há similaridade com os homicídios já constatados.

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