Demissão de Teich é a 11ª troca em 14 meses de governo Bolsonaro
Ex-ministro da saúde é o 9º a deixar o 1º escalão do governo federal
Após deixar o comando do Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (15), Nelson Teich se torna o 9º ministro a deixar o primeiro escalão de Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, ele e Bolsonaro discordaram de temas como uso da cloroquina e medidas de isolamento.
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Em nota, o ministério informou que ele pediu demissão, menos de um mês após assumir o cargo. Apesar de a nota oficial dizer que ele pediu demissão, assessores do ministério disseram que o ministro foi demitido.
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Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus por discordâncias com o presidente. Teich substituiu Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido em abril.
Com a saída de Teich, Bolsonaro chega à 11ª mudança em ministérios em pouco mais de 14 meses de governo.


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Além dos 9 que deixaram o 1º escalão, dois mudaram de pasta: Onyx Lorenzoni saiu da Casa Civil e foi para a Cidadania; e André Luiz Mendonça deixou a Advocacia-Geral da União para assumir o Ministério da Justiça depois da saída de Moro.
Dois ex-ministros também permaneceram no governo: Floriano Peixoto saiu da Secretaria Geral e foi para a presidência dos Correios; e Gustavo Canuto deixou o Desenvolvimento Regional e foi para a presidência da Dataprev.
Veja, abaixo, outros nomes que deixaram o 1º escalão do governo Bolsonaro, e quando:
Sérgio Moro pediu demissão do cargo no Ministério da Justiça e da Segurança Pública no dia 24 de abril, acusando o presidente de tentar interferir nos trabalhos da Polícia Federal. O advogado André Luiz Mendonça assumiu a pasta.
Luiz Henrique Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde em 16 de abril. Assim como Teich, Mandetta teve divergências públicas com o presidente sobre isolamento social durante a crise do coronavírus.
O ministro Osmar Terra saiu da pasta da Cidadania em fevereiro. Ele foi substituído por Onyx Lorenzoni, até então ministro da Casa Civil. O desgaste de Terra na pasta teve início no ano passado, quando Bolsonaro decidiu transferir a Secretaria Especial da Cultura para o Ministério do Turismo em meio à uma crise na pasta.
O ministro Gustavo Canuto foi exonerado do Desenvolvimento Regional em fevereiro, mas foi realocado para a presidência do Dataprev. Canuto foi substituído por Rogério Marinho, secretário Especial do Trabalho e da Previdência.
O general Floriano Peixoto Vieira Neto saiu da Secretaria-Geral da Presidência em junho e foi nomeado presidente dos Correios. Jorge Antônio de Oliveira Francisco, advogado, major da reserva da PM e subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, assumiu o cargo.
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, foi demitido em junho. A saída do ministro foi a primeira baixa de militar no governo Bolsonaro. Ele foi substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste.
Ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguez foi demitido em 8 de abril. Veléz enfrentava uma "guerra" no Ministério da Educação provocada por desentendimentos entre assessores. Foi substituído por Abraham Weintraub.
Então ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno foi demitido em 18 de fevereiro, após sete semanas no cargo. Bolsonaro atribui a saída do ministro a "incompreensões e questões mal entendidas de parte a parte". Foi substituído pelo general da reserva Floriano Peixoto Neto. Bebbiano morreu de infarto em março deste ano.
