Corpo encontrado em área de desastre em Mariana é identificado
Esta foi a 18ª vítima que morreu em consequência da Barragem de Fundão. Dezessete já haviam sido encontradas; um homem continua desaparecido
A Polícia Civil informou que foi reconhecido pela família, na noite desta quarta-feira (9), o corpo encontrado na área da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a polícia, os restos mortais achados pelo Corpo de Bombeiros, nesta quarta, são de Aílton Martins dos Santos, de 55 anos. Ele era funcionário da empresa Integral Engenharia.
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O corpo estava dentro de um caminhão-pipa e foi localizado a 800 metros abaixo da área do rompimento, após escavações feitas pelas equipes de busca, que continuam o trabalho no local.
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Apesar do estado em que se encontrava, foi possível o reconhecimento pela família por meio de sinais como uma cicatriz, o cabelo e as roupas. Além disso, o prefixo do caminhão onde ele foi encontrado é o mesmo que a polícia já tinha como sendo o que ele dirigia no dia da tragédia. Ainda segundo a polícia, o corpo será enterrado em Catas Altas, na Região Central, onde Aílton morava.
Com o reconhecimento, sobe para 18 o número de corpos de vítimas do rompimento da barragem já encontrados. Ainda está desaparecido Edmirson José Pessoa, de 48 anos, que era funcionário da Samarco, cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.


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Contudo, devido ao tempo decorrido do desastre, ele também é considerado como vítima morta pela Polícia Civil, desde a conclusão do primeiro inquérito policial referente ao rompimento da Barragem de Fundão.
O segundo inquérito da Polícia Civil referente ao desastre apura os crimes ambientais e os licenciamentos da barragem. Assim como no primeiro, as investigações estão a cargo do delegado Rodrigo Bustamante. O prazo para conclusão será no dia 22 de março.
A Barragem de Fundão rompeu-se no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, e deixando centenas de desabrigados. A lama gerada pelo rompimento atravessou o Rio Doce e chegou ao mar do Espírito Santo. No percurso do rio, cidades tiveram de cortar o abastecimento de água para a população em razão dos rejeitos.
De acordo com o comandante da companhia do Corpo de Bombeiros de Ouro Preto, tenente Júlio César Teixeira, os militares estavam fazendo o monitoramento de uma determinada área com "georadar", mas os resultados não estavam sendo positivos.
Durante o deslocamento de máquinas de escavação, fora dessa área, a equipe encontrou fragmentos metálicos característicos de caminhão-pipa. No fim desta manhã, a cabine do veículo e o corpo foram avistados.
Outras partes do caminhão-pipa já haviam sido localizadas e, desde janeiro, os bombeiros estavam à procura da cabine.
