Copam confirma multa de mais de R$ 100 milhões contra Samarco
Barragem da mineradora se rompeu em novembro do ano passado. Samarco tem prazo de 20 dias para apresentar recurso
O Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) confirmou nesta terça-feira (19) uma multa de R$ 112 milhões contra a Mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, pelos danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em novembro do ano passado.
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A mineradora tem prazo de vinte dias para apresentar recurso à Câmara Normativa do Copam. Se o recurso for negado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente vai exigir o pagamento da multa que poderá ser feito em até 72 parcelas.
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A Samarco ainda também pode recorrer à justiça para contestar a multa. A empresa informou que não vai comentar a decisão.
Esta multa já havia sido determinada no dia 19 de novembro, mas a mineradora teve a chance de apresentar defesa.


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Outras multas
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou cinco multas à Samarco que, somadas, totalizam R$ 250 milhões. Elas foram emitidas no dia 11 de novembro.
- Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) do Espírito Santo em âmbito administrativo aplicou três multas. Duas delas somam R$ 450 mil e foram emitidas no dia 8 de novembro. A terceira multa era diária no valor de R$ 50 mil e foi determinada no dia 20 de novembro.
Tragédia
A barragem se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues e deixando centenas de desabrigados.
A lama gerada pelo rompimento atravessou o Rio Doce e chegou ao mar do Espírito Santo. No percurso do rio, cidades tiveram de cortar o abastecimento de água para a população em razão dos rejeitos
Dezenove pessoas morreram. O último corpo a ser encontrado foi o de Ailton Martins dos Santos, de 55 anos. Ele foi localizado no dia 9 de março. O corpo de Edmirson José Pessoa, de 48, funcionário da Samarco, ainda está desaparecido.
