Comissão da OEA solicita medidas de proteção para viúva de Marielle
Mônica recorreu à entidade após ameaças. Ela diz que foi perseguida por carro
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicitou ao Governo Federal que adote medidas cautelares para proteger Mônica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco, assassinada em março ao lado do motorista Anderson Gomes.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O órgão atendeu pedido feito por Mônica após sofrer ameaças presenciais e pela internet. O governo tem 10 dias para responder à solicitação da CIDH.
Leia também
A partir desse pedido e da falta de informações sobre o andamento da investigação do assassinato de Marielle (o caso está sob sigilo), a Comissão considerou que "a beneficiária proponente está numa situação de risco grave no que diz respeito ao seu direito à vida e à integridade pessoal". Também considerou que há urgência no pedido por causa de ameaças e advertências feitas à viúva da vereadora.
Com base no artigo 25 do Regulamento da CIDH, o órgão solicitou as seguintes ações ao Estado do Brasil:


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Ameaças recorrentes
Mônica Benício contou que vem recebendo ameaças. Disse que, por exemplo, foi perseguida duas vezes no mesmo dia por um carro branco, perto da casa dela, no Rio, há cerca de dois meses.
Outra ameaça foi mais direta: "Eu passei por um homem que me disse, aceita que ela morreu e cuidado porque tá falando demais, a próxima pode ser você".
"Essas ameças foram feitas de uma conjuntura nos últimos 4 meses e foram de diversas formas, tanto feita presencialmente, como feitas pela Internet. Eu entrei com esse pedido com a OEA depois de ter apresentado o caso da Marielle com eles, tendo a intenção de internacionalizar o caso, onde tinha sido instruída pela própria direção que deveria procurar uma medida de segurança porque eles me entendiam em risco. A minha questão hoje é: o caso da Marielle não será mais um caso inviabilizado", afirmou.
O G1 procurou o Palácio do Planalto, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
