Caso Gritzbach: motorista expõe relação entre vítima e acusado
Motorista de Vinícius Gritzbach detalha negociações e trocas de mensagens com um dos policiais acusados de execução

O julgamento dos três policiais militares acusados pela execução de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, nesta segunda-feira (22), trouxe à tona revelações cruciais sobre a proximidade entre a vítima e um dos réus.
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Em depoimento, Danilo Silva, que atuou como motorista de Gritzbach por dois anos e meio, detalhou interações que contradizem a tese da defesa de que não havia relação entre as partes.
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De acordo com o depoimento de Danilo Silva, ele conhecia o réu Fernando Genauro e estava em meio a uma negociação para a compra de um veículo com o policial.
A relação era próxima o suficiente para que, no dia do crime, o motorista trocasse mensagens com Genauro sobre problemas no carro e enviasse uma foto de dentro do avião, momentos antes do desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos.


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Além disso, Danilo relatou que circulavam comentários entre os funcionários de que Genauro estaria comprando um apartamento no mesmo condomínio de Gritzbach.
Essa informação reforça a tese da acusação de que havia um monitoramento próximo da rotina do empresário. Após o assassinato, o pagamento do veículo negociado entre Danilo e o réu teria sido intermediado por um homem chamado Adriano, descrito como "secretário" de Vinícius.
A dinâmica no Aeroporto de Guarulhos
O depoimento também esclareceu os momentos que antecederam os disparos de fuzil no Terminal 2.
Danilo explicou que a Amarok, veículo utilizado para a segurança de Gritzbach, apresentou problemas mecânicos e ficou parada em um posto de gasolina próximo ao aeroporto.
Por ordem de Vinícius, Danilo deveria ficar responsável pela remoção deste veículo.
No momento do desembarque, o motorista relatou ter sinalizado para que um segundo carro se aproximasse da saída. Foi neste instante que os executores, a bordo de um VW Gol, interceptaram as vítimas e iniciaram os disparos.
Outro ponto relevante do testemunho foi a confirmação da presença de joias com a comitiva. Danilo afirmou ter ido buscar os itens a pedido de Vinícius, embora não soubesse a origem exata das peças.
Segundo ele, Gritzbach teria mencionado que os objetos seriam recebidos como pagamento de uma dívida.
O ataque resultou na morte de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais, além de ferir outras pessoas.
