Bolsonaro e Motta se reúnem em Brasília para tratar de PL da Anistia
No fim de semana, ato de ex-presidente com apoiadores em São Paulo foi marcado por críticas ao Congresso

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu fora da agenda nesta terça-feira (9) em Brasília com o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
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Na pauta, entre outros temas, os políticos trataram do projeto de lei que busca anistiar (perdoar) quem foi condenado por participação nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
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?? Bolsonaro e aliados defendem a anistia desse grupo de vândalos – e tentam colher assinaturas para que o projeto sobre isso vá direto ao plenário da Câmara, sem passar pelas comissões.
?? Já o grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à anistia. Defende que as penas definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sejam mantidas e o projeto sobre anistia seja arquivado.


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?? Hugo Motta tem evitado dar opinião sobre o conteúdo – mas vem sendo cobrado pelos dois lados do debate, porque ambos o apoiaram na campanha à presidência da Câmara no começo deste ano.
A assessoria de Motta confirmou o encontro ao g1, sem detalhar a pauta. Bolsonaro também falou sobre o encontro em entrevista a um blog na noite desta terça.
"De vez em quando, a gente se encontra por aí e trata de vários assuntos. Desde quando estava em campanha [à Presidência da Câmara], quando falaram sobre anistia, ele falou que se a maioria dos líderes quisesse priorizar uma pauta, ia atender à maioria. Ele não participa da votação, tanto é que o voto dele é pela abstenção", disse Bolsonaro ao site "Blog do Magno".
"Não precisa lembrá-lo disso aí. Ele sabe muito bem o que está acontecendo e, se a gente conseguir assinatura, ele vai botar em votação, tenho certeza disso", completou.
Em busca das assinaturas
Ao longo das últimas semanas, a oposição a Lula tem concentrado esforços para atingir 257 assinaturas em um requerimento de urgência para o PL da Anistia.
O projeto está atualmente em um "limbo" na Câmara. Um despacho de 2024 do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), determinou que o texto passasse por uma comissão especial – que nunca foi instalada.
O requerimento de urgência que a oposição tenta emplacar dispensaria essa comissão por completo, e permitiria que o texto fosse votado diretamente em plenário.
Para isso, no entanto, o grupo pró-anistia precisa:
reunir 257 assinaturas para protocolar o requerimento de urgência – ou seja, mais da metade dos 513 deputados;
reunir, em seguida, 257 votos "sim" quando o requerimento for pautado no plenário.
Maior bancada da oposição na Câmara, o PL de Bolsonaro chegou a tentar obstruir os trabalhos da Casa por uma semana para tentar convencer partidos de centro a aderir à pauta da anistia. O esforço não deu frutos, no entanto, e o partido abandonou a tentativa.
