Bolsonaro confirma volta de radares, mas só para tirar 'fotografia educativa'
Em decisão, a Justiça do DF determinou que o governo adote medidas para 'restabelecer integralmente a fiscalização eletrônica' nas rodovias
Nesta quinta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo vai cumprir a decisão judicial que determinou a volta dos radares móveis às rodovia federais e que os equipamentos servirão para tirar "fotografia educativa."
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Bolsonaro, porém, não esclareceu o que seria "fotografia educativa" e se a ordem à pasta é realmente para não multar motoristas flagrados por radares móveis cometendo irregularidades.
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O presidente deu a declaração uma semana depois de o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, determinar à PRF que volte a utilizar radares móveis na fiscalização de rodovias federais.
O magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que questionou portaria assinada por Bolsonaro em agosto e que proibia o uso de radares nas rodovias federais.


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À época, Bolsonaro enviou ao Ministério da Justiça ordem para que a PRF suspendesse a utilização dos equipamentos para evitar "desvirtuamento do caráter educativo" e "a utilização meramente arrecadatória".
O juiz deu prazo até o dia 23 para que a PRF tome "todas as providências para restabelecer integralmente a fiscalização eletrônica por meio dos radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais".
"Questão dos radares móveis. Resumindo, resolvemos retirar, a Justiça mandou botar de volta. Determinei já ao Ministério da Justiça: vai, tira a fotografia, mas é fotografia educativa. Ponto final", disse Bolsonaro durante uma cerimônia no Palácio do Planalto.
Na cerimônia dessa quinta, Bolsonaro criticou o que ele considera "uma indústria das multas".
