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Às vésperas do tarifaço, Lula diz que "se não brigar, a gente perde"

Em discurso realizado na manhã desta segunda-feira (13), Lula mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar sobre combustíveis


				Às vésperas do tarifaço, Lula diz que "se não brigar, a gente perde"
- MG.Foto: Ricardo Stuckert / PR • Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que "a gente tem que brigar para fazer com que o mundo adote um outro modelo de combustível". No discurso, realizado na manhã desta segunda-feira (13), o petista mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar sobre os combustíveis e chegou a dizer que o mandatário norte-americano não acredita na questão climática.

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As falas de Lula ocorreram em agenda Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP). O governo brasileiro entra em uma semana decisiva para a negociação de tarifas junto aos Estados Unidos. Os norte-americanos definem até a quarta-feira (15) se aplicam uma taxa de 25% contra o Brasil com base em investigação da chamada “seção 301”.

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Tarifas dos EUA

O presidente Lula decidiu reunir ministros na última sexta-feira (10) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação De acordo com fontes no Planalto, pesam para a avaliação sinais negativos em reuniões com os norte-americanos, o histórico negocial da administração de Donald Trump, mas também falas públicas recentes do chefe do USTR (Representante Comercial dos EUA), Jamieson Greer.

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"Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho", disse Greer em entrevista na quinta-feira (9).

Na reunião, Lula decidiu seguir com a estratégia adotada até agora: manter a negociação técnica, mas não fazer concessões que na visão do governo brasileiro não se justifiquem. Isso significa que temas considerados caros pelos norte-americanos, como tarifas para o etanol, seguirão fora da mesa.

Conforme apurou a CNN, dentre os cenários traçados pelo Planalto, aquele considerado o mais provável segue sendo a aplicação das tarifas. Mas não está descartado, entre as projeções, que os Estados Unidos decidam adiar a aplicação das taxas, como uma maneira de viabilizar uma vitória política ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – que atuou na audiência do tarifaço nesta semana. A hipótese é considerada remota, contudo.

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