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Aras diz que inquérito dos atos antidemocráticos freou onda extremista

Ele disse que, apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter participado de algumas manifestações, não havia elementos para incluí-lo no inquérito

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta terça-feira (15) que a abertura do inquérito dos atos antidemocráticos no Supremo Tribunal Federal (STF) foi importante para garantir a estabilidade democrática do país e frear o que chamou de onda extremista.

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O inquérito apura o financiamento e a organização de atos que pediram o fechamento do Congresso e o do STF, reivindicações ilegais. São alvos da investigação parlamentares e empresários e blogueiros aliados do presidente Jair Bolsonaro.

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"Esse inquérito deu uma certa estabilidade ao país num momento relevante em que havia movimento de extremistas", disse o procurador-geral durante um café da manhã de fim de ano com jornalistas.

"Graças a esse inquérito, nós fizemos, dentro do devido processo legal, o procedimento investigativo para compreender qual a dinâmica, qual o propósito de grupos ou de pessoas ou mesmo parlamentares no sentido daquela crescente atividade extremista e o resultado que nós vemos, de extrema importância, houve um arrefecimento daquela vontade [de praticar atos extremistas]", completou Aras.

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O procurador-geral afirmou que não havia elementos para incluir Bolsonaro na investigação, mesmo tendo o presidente participado de algumas das manifestações que pediram o fechamento do Congresso e do STF.

"Não se trata de fazer oposição ao governo, se trata de cumprir a lei. Não se trata de submissão ao presidente. É preciso uma lembrança: nós não podemos estar tratando o presidente da República - qualquer que seja - de uma forma grosseira, porque a Constituição dá um tratamento peculiar ao presidente", disse Aras.

"Nós não podemos começar uma investigação pelo chefe de poder, chefe de estado, quando sua Excelência aparentemente compareceu a um ato que outras autoridades compareceram", completou.

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