Após velório do marido, arquiteta descobre que ele tinha três amantes
Velório aconteceu no ano passado, em Salvador, mas relato de viúva viralizou nas redes sociais em julho deste ano

31/07/2026 às 16:48 • Atualizada em 31/07/2026 às 17:33 - há XX semanas
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O que era para ser a despedida do homem com quem viveu 12 anos de relacionamento acabou se transformando em uma sequência de descobertas dolorosas para a arquiteta e engenheira civil Kaline Macedo. Durante o velório do namorado, morto em um acidente de carro em outubro de 2025, ela afirma ter descoberto que ele mantinha relacionamentos paralelos com pelo menos outras cinco mulheres.
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Em entrevista à revista Marie Claire, Kaline contou que viveu sentimentos contraditórios ao perceber que a pessoa que havia perdido não era quem ela acreditava conhecer. "A pessoa que morreu não era a pessoa que eu conhecia. Ele era carinhoso, amoroso. Até então, o único defeito era ser muito ciumento", afirmou.
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O relacionamento começou em 2013, quando Kaline tinha 19 anos e estava concluindo a faculdade de Engenharia Civil. Segundo ela, o namorado, dez anos mais velho, insistiu durante meses até que os dois começaram a namorar. No início, ele se mostrava atencioso e afetuoso, mas logo passaram a surgir sinais que hoje ela considera importantes.
Ela conta que o rapaz inventava histórias sobre a própria vida, como a morte de um suposto irmão gêmeo em um acidente, uma tentativa de seguir carreira como delegado e até episódios de violência que, segundo ela, nunca aconteceram. "Fui percebendo aos poucos suas invenções, mas não queria gerar confusão. Acreditava que, como não era nada muito absurdo, poderia relevar", disse.


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Com o passar dos anos, o comportamento dele também teria se tornado cada vez mais controlador. Kaline afirma que o namorado monitorava seu celular por meio de um aplicativo de controle parental, acompanhando mensagens e localização em tempo real.
Após nove anos de relacionamento, ela iniciou terapia e decidiu colocar um ponto final na relação, mas afirma que não conseguia se desvencilhar do companheiro. "Estava extremamente esgotada, mas ele não aceitava, não me deixava em paz. Quando terminei e fui para a casa da minha família, ele foi atrás de mim", relembrou.
Segundo Kaline, o relacionamento continuou em meio a ameaças e insistência por parte do namorado, embora ela já não estivesse feliz.
A morte aconteceu em outubro de 2025. Na véspera, os dois haviam passado a noite juntos assistindo a um filme. No dia seguinte, Kaline viajou para visitar familiares no interior da Bahia e estranhou quando ele deixou de responder às mensagens. Preocupada, entrou em contato com parentes do namorado. Pouco depois, recebeu a notícia de que ele havia morrido em um acidente de carro em Alagoinhas.
Inicialmente, ela acreditou que o companheiro estivesse indo encontrá-la de surpresa. "Pensei que ele podia ter morrido por minha causa", contou. Mais tarde, descobriu que ele voltava de uma viagem a Sergipe quando sofreu o acidente.
Durante o velório, Kaline permaneceu na sala reservada para familiares e praticamente não conversou com os demais presentes. Dias depois, sua mãe revelou que havia descoberto, durante a cerimônia, que o namorado mantinha outros relacionamentos.
Segundo o relato, pessoas presentes no velório comentavam que ele tinha pelo menos mais duas companheiras além de Kaline. "Lá, souberam que ele tinha outras duas mulheres além de mim. Descobriram uma que estava namorando com ele há três anos e outra de apenas alguns meses", afirmou.
A mãe decidiu esconder a informação até considerar que a filha estivesse emocionalmente preparada para ouvir a verdade. Depois de voltar para Salvador, Kaline começou a reunir peças que, segundo ela, passaram a fazer sentido. Lembrou, por exemplo, de um vídeo publicado nas redes sociais por uma jovem dizendo ter vivido um relacionamento com o namorado.
Ela procurou essa mulher e outras envolvidas. As conversas revelaram, segundo Kaline, que ele administrava diferentes relacionamentos ao mesmo tempo, utilizando justificativas semelhantes para todas.
Ela descobriu que uma das mulheres era uma ex-namorada da infância, com quem ele mantinha um relacionamento havia cerca de três anos. Outra era estagiária no escritório onde ele trabalhava.
Ao trocarem mensagens, elas perceberam que o homem costumava inventar viagens e compromissos profissionais para justificar as ausências enquanto estava com outra parceira. "Era como se ele ficasse feliz vendo que eu não conseguia perceber, se gabando por eu ser besta", afirmou.
As descobertas continuaram. Segundo Kaline, a estagiária encontrou nas redes sociais uma jovem de 19 anos que havia colocado em sua biografia que era viúva do mesmo homem. A garota contou que os dois estavam juntos havia cerca de um mês, após se conhecerem em um aplicativo de relacionamentos, onde ele dizia procurar um compromisso sério. "Fomos descobrindo tudo. Cada dia que passava, descobria alguma coisa pior", relatou.
Ela também recebeu contato de outra ex-companheira do namorado, que afirmou ter vivido um relacionamento com ele antes mesmo de Kaline e disse ter encerrado a relação por desconfiar de suas histórias.
Segundo Kaline, essa mulher contou que, mesmo depois de iniciar o namoro com ela, ele chegou a viajar ao Ceará para tentar reatar o relacionamento anterior. As revelações transformaram completamente a forma como a arquiteta passou a enxergar a própria história.
Ela conta que, além da dor da perda, enfrentou um sentimento inesperado de alívio por não viver mais sob o controle constante do companheiro. "Quando ele morreu, senti certo alívio, porque não tinha mais o controle parental dele no meu celular e nem haveria mais perseguições. Me senti um lixo por ter ficado aliviada pela morte da pessoa com quem eu estava há 12 anos", confessou.
Após todas as descobertas, Kaline retomou a terapia para lidar com o impacto emocional. "Minha raiva não era mais dele, era de mim, por ter permitido que ele fizesse isso comigo", afirmou.
Hoje, ela diz que procura compreender por que permaneceu tantos anos em um relacionamento marcado por ciúmes, controle e manipulação. "A responsabilidade era minha, senti que ele me controlava porque eu permitia. Passei por um processo em que meu cérebro congelou os meus sentimentos para que eu não desmoronasse. Com o tempo foram aparecendo os sinais, mas entendi que aquela pessoa com quem eu me relacionei, de fato, não existe mais."