Após crise diplomática, Lula sinaliza nova conversa com Trump
Lula manifestou interesse em falar com o presidente dos Estados Unidos durante entrevista na quarta-feira (5/8)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou interesse em fazer ligação ao presidente Donald Trump após a escalada da crise diplomática entre os dois países.
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O contato entre os líderes, contudo, conforme apurou a reportagem, ainda não tem previsão de data.
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A declaração foi dada durante entrevista ao canal Os Três Elementos, na quarta-feira (5/8). O contexto da ligação, contudo, não citou os ruídos com a nação norte-americana, mas o desejo em contatar grandes potências para tratar das guerras em curso no mundo.
“O mundo está precisando de paz, e não de guerra. Semana passada, eu liguei para o Xi Jinping para falar sobre a necessidade do Conselho de Segurança se reunir. Ontem [terça-feira (4/8)] falei com meu amigo (Vladimir) Putin para eles se reunirem. Vou falar com o Trump também. São cinco pessoas [no Conselho de Segurança da ONU]. Se reúnam, tomem café, uísque, qualquer coisa. E se reúnam para decidir o que vai fazer com o mundo”, disse Lula.


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Para interlocutores do Palácio do Planalto consultados pelo Metrópoles sob reserva, uma ligação entre Lula e Trump não está descartada, seja para discutir o atual contexto geopolítico, seja para tratar da crise diplomática entre Brasília e Washington.
O contato entre eles é visto como uma possibilidade, mas não está, até o momento, sendo articulado para que aconteça.
Crise com os Estados Unidos
A crise entre o Brasil e os Estados Unidos enfrenta escalada desde terça-feira (4/8), quando o Departamento de Estado do dos EUA anunciou alteração no status do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
Embora a mudança não mude a atuação diplomática de Viotti, uma vez que ela se mantém como a representante oficial do Brasil nos EUA, o visto de múltiplas entradas da embaixadora foi revogado – o documento permitia a entrada de Viotti no país um número ilimitado de vezes.
Agora, o status foi alterado para uma entrada só. Significa que, se ela deixar os EUA, terá de pedir novo visto para retornar aos Estados Unidos.
A medida foi vista como ato político e interpretada por membros do Palácio do Planalto como mais uma iniciativa que demonstra interesse dos EUA em tentar interferir no processo eleitoral do Brasil.
O anúncio foi seguido ainda da determinação que prorrogou por mais um ano o “estado de emergência” contra o Brasil.
Sem qualquer efeito prático imediato, a medida pode ser usada como justificativa para adotar sanções ou ações contra o Brasil.
