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Alertas de desmatamento na Amazônia batem recorde no primeiro trimestre de 2020

Março também teve incremento de 29,9% nas emissões de alertas

Os alertas de desmatamento na floresta Amazônica bateram o recorde histórico para o primeiro trimestre de 2020, se comparado ao mesmo período dos últimos quatro anos, quando começou a série de monitoramento do sistema Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020 foram emitidos alertas para 796,08 km² da Amazônia, aumento de 51,45% em relação ao mesmo período de 2019, quando houve alerta para 525,63 km². Em 2018 foram 685,48 km²; em 2017 foram 233,64 km² e em 2016 foram 643,83 km².

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Os alertas de desmatamento servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais de desmatamento são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgados uma vez ao ano.

A análise de dados comparativos por trimestre evita distorções sazonais que possam ser causadas pela leitura dos satélites, como a presença de nuvens de chuva, por exemplo.

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Se compararmos o mês de março de 2020 ao mesmo mês de 2019, o aumento é de 29,9%, conforme noticiou o G1 na sexta-feira (10).

Os sinais de devastação não desapareceram nem mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus.

"Aumentou, talvez na expectativa de que a fiscalização ambiental não tivesse o mesmo fôlego durante a esse processo de expansão do coronavírus e com isso os indígenas foram cada vez mais expostos a esses invasores", afirma Hugo Loss, coordenador de operações de fiscalização do Ibama.

"A política de isolamento não chega necessariamente nas áreas rurais e especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros", afirma Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Desmatamento e Covid-19

As áreas de preservação mais afetadas no primeiro trimestre de 2020 são a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará; a área de proteção ambiental do Tapajós, também no Pará; e a reserva extrativista Chico Mendes, no Acre.

Com a presença de madeireiros, a Covid-19 chegou às aldeias brasileiras. Um jovem yanomami, de 15 anos, morreu com Covid-19. Outros dois indígenas também morreram com a doença, mas não entram nas estatísticas oficiais porque viviam em áreas urbanas. Tratam-se de uma Kokama, de 44 anos; um Tikuna, de 78 anos.

Neste domingo (13), o Fantástico mostrou que o governo tenta conter o aumento no número de casos montando uma megaoperação para expulsar invasores, que podem espalhar a doença nesta população.

A operação abrange três terras indígenas no sul do Pará onde vivem cerca de 1,7 mil indígenas. Os fiscais cumpriram 14 dias de quarentena preventiva antes de atuarem na área, e dizem seguir o protocolo sanitário. "Não existe qualquer tipo de contato entre os agentes e os indígenas", afirma Loss.

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