Água com gás: nutri revela se bebida é vilã de quem tem pressão alta
Água com gás pode conter sódio, o que levanta a dúvida sobre sua segurança para quem tem pressão alta

A água com gás é composta por água mineral com dióxido de carbono (CO2) e pode conter sódio em sua composição. No entanto, a quantidade varia de acordo com as marcas e a fonte da água. Com isso, surge o questionamento: a bebida é saudável para quem tem pressão alta?
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De acordo com a nutricionista Verônica Dias, a água com gás é segura para pessoas com hipertensão, desde que não contenha sódio adicionado. O dióxido de carbono (CO₂), responsável pela gaseificação, não exerce efeito direto sobre a pressão arterial, nem promove vasoconstrição ou retenção hídrica.
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“Do ponto de vista fisiológico, trata-se essencialmente de água mineral com CO₂ dissolvido, mantendo as mesmas propriedades de hidratação da água natural. Portanto, não há evidência científica de que a água com gás eleve a pressão arterial por si só”, afirma a profissional ao Metrópoles.
Apesar disso, a nutricionista integrativa e farmacêutica do Instituto Nutrindo ideais alerta: “O sódio pode representar um risco quando presente em concentrações elevadas, especialmente em indivíduos com hipertensão sensível ao sal”.


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Malefícios do sódio
Algumas águas minerais gaseificadas apresentam teores mais altos de sódio, o que pode contribuir para retenção de líquidos, aumento do volume plasmático e dificuldade no controle pressórico, quando consumidas em grande quantidade.
Verônica Dias recomenda o consumo moderado ou evitado da bebida nas seguintes situações:
Hipertensão descontrolada ou em fase de ajuste medicamentoso.
Presença de distensão abdominal, refluxo gastroesofágico ou dispepsia, já que o gás pode aumentar desconforto.
Pacientes com restrição rigorosa de sódio, como aqueles com insuficiência cardíaca associada.
Consumo excessivo de versões com sódio elevado, especialmente ao longo do dia.
“Nesses casos, a água com gás não é vilã, mas exige gestão de risco individualizada. É essencial avaliar o rótulo nutricional e priorizar águas com baixo teor de sódio (idealmente < 20 mg/L) e classificadas como hipossódicas”, sugere a nutricionista.
Segundo Verônica, não há uma quantidade diária segura do consumo de água com gás para hipertensos. Na prática clínica, considera-se que parte da ingestão hídrica diária seja composta por água com gás, desde que seja pobre em sódio.
