AGU vai pedir bloqueio de bens de empresas suspeitas de financiar atos
Segundo o órgão, o dinheiro das empresas foi usado para bancar os ônibus que transportaram os golpistas e para auxiliar bolsonaristas radicais a permanecerem acampados em frente ao QG do Exército
A Advocacia-Geral da União (AGU) identificou mais de 100 empresas suspeitas de terem financiado a manifestação golpista do último domingo (8) em Brasília.
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O dinheiro dessas entidades privadas foi usado para bancar os ônibus que transportaram os golpistas e para auxiliar os bolsonaristas radicais a permanecerem acampados em frente ao QG do Exército fazendo os preparativos para a tentativa de golpe.
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Nesta terça-feira, a AGU vai apresentar o primeiro lote de ações contra esses grupos privados. São medidas cautelares junto à Justiça Federal no Distrito Federal para que os bens em nomes dessas empresas sejam bloqueados.
Um dos objetivos é utilizar esses recursos para cobrir o prejuízo provocado pelo dano ao patrimônio.


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As mais de 100 empresas identificadas estão distribuídas por vários estados. Muitas estão sediadas em Mato Grosso e Santa Catarina.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira que a Polícia Federal já identificou financiadores dos atos em dez estados diferentes. Segundo Dino, muitas empresas são ligadas ao agronegócio.
