A pedido do MPE, urnas terão sintetizador de voz para deficientes visuais
Tecnologia permite que cidadão ouça o nome do candidato de sua escolha, além do áudio do número já disponibilizado
Pela primeira vez na história das eleições brasileiras, as urnas eletrônicas terão tecnologia para facilitar o exercício da cidadania por deficientes visuais. A pedido do Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou o recurso de sintetização de voz, tecnologia que transforma texto em som, garantindo que o eleitor portador de deficiência visual possa ouvir o nome do candidato que digitou.
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Atualmente, as urnas eletrônicas já contam com sistema braille no teclado, além de softwares que possibilitam a utilização de fones de ouvido para que o eleitor com dificuldades visuais possa ouvir a indicação do número do candidato escolhido.
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Eles emitem mensagens gravadas que indicam ao eleitor com esse tipo de deficiência o número digitado, o cargo para o qual estava votando e as instruções sobre as teclas ("Confirma", "Corrige" e "Branco") em mensagens pré-gravadas, instaladas no equipamento para melhorar a experiência desses votantes.
Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, a incorporação da nova tecnologia que permitirá também a leitura do nome do candidato escolhido terá impacto positivo no processo eleitoral.


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"Vai facilitar sobremaneira o exercício do direito de voto por pessoas portadoras de deficiência visual", afirmou o vice-PGE, no ofício encaminhado ao TSE em junho, com o pedido de instalação da ferramenta já para as eleições municipais deste ano. A sugestão foi apresentada pela Comissão de Acessibilidade da Procuradoria Regional da República da 2ª Região.
Desde 2011, o MP Eleitoral sugere a adoção de mecanismos que deem mais autonomia aos eleitores com deficiência visual. A partir de pesquisa e renovação das urnas mais antigas, o TSE teve condições técnicas para implementar a sintetização de voz para as Eleições 2020, solução baseada em software livre.
Como utilizar o serviço
O eleitor precisa informar sobre sua deficiência visual ao mesário, que habilitará e entregará fones de ouvido, necessários para garantir o sigilo do voto. A tecnologia permite a modulação do áudio, para tonar a experiência mais confortável aos ouvidos.
