Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Quando a confiança vira uma porta de entrada

Como criminosos exploram pessoas, tecnologia, identidade e inteligência artificial para transformar pequenas oportunidades em grandes ataques


				Quando a confiança vira uma porta de entrada

Você recebe uma mensagem dizendo que existe um problema na sua conta. A página parece verdadeira. O logotipo é conhecido. A linguagem parece profissional. Talvez até haja um aviso dizendo que uma confirmação é necessária para continuar. Você segue as instruções. Em alguns casos, é exatamente isso que o criminoso precisava.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

O ataque pode não começar com um vírus, uma tela bloqueada ou um alerta do antivírus. Pode começar quando alguém consegue fazer você acreditar que uma ação maliciosa é, na verdade, uma ação normal. Isso é o que torna o ataque cibernético da atualidade diferente. A tecnologia continua sendo explorada, mas a confiança também passou a fazer parte da superfície de ataque.

Leia também

O criminoso nem sempre precisa quebrar a porta, pois existem ataques que exploram uma falha em um programa. Outros exploram uma pessoa. Na técnica conhecida como ClickFix, por exemplo, a vítima pode encontrar uma página que simula um CAPTCHA, uma mensagem de erro ou uma orientação de atualização. O objetivo é convencer o usuário a executar um comando no próprio computador. O CTIR Gov, equipe de coordenação do Governo Federal, alertou que campanhas desse tipo podem induzir a abertura do “Executar” do Windows e à execução de comandos maliciosos, frequentemente usando recursos legítimos do sistema.

Nesse cenário, não é necessário convencer a vítima para instalar um vírus. Basta convencê-la de que está resolvendo um problema, o que representa uma mudança importante de perspectiva, pois o usuário deixa de ser apenas o alvo e passa, sem perceber, a participar da cadeia de ataque.

Shorts Youtube
Play
PM morto no Rio foi filmado dançando funk com fuzil e gritando “é o CV”

PM morto no Rio foi filmado dançando funk com fuzil e gritando “é o CV”

Play
Polícia investiga homicídio de jovem em Maceió

Polícia investiga homicídio de jovem em Maceió

Play
Homem morre após colidir contra caminhonete em Taquarana

Homem morre após colidir contra caminhonete em Taquarana

Play
MPF firma acordo contra festas sem autorização na Praia do Marceneiro

MPF firma acordo contra festas sem autorização na Praia do Marceneiro

Play
Mãe é presa suspeita de permitir abusos contra as filhas em Maceió

Mãe é presa suspeita de permitir abusos contra as filhas em Maceió

Às vezes a sua senha pode não ser o principal prêmio. Quando pensamos em invasão, normalmente imaginamos alguém tentando descobrir uma senha, mas a identidade digital é muito maior do que isso. Uma sessão já autenticada, um código de acesso, uma credencial salva ou uma autorização concedida a um aplicativo podem permitir que o criminoso entre em ambientes que já reconhecem aquela identidade como legítima. Seria como encontrar não apenas a chave de uma casa, mas um crachá que permite entrar em vários prédios. Por isso, um computador comprometido pode ser apenas o começo. O verdadeiro objetivo pode estar na conta, nos dados, nos sistemas aos quais aquela conta possui acesso ou nas outras pessoas e serviços que confiam nela.

Também existe a situação de uso da imagem de empresa conhecida contra você. A confiança também pode ser explorada por meio de marcas, plataformas e softwares conhecidos. Uma oportunidade profissional, por exemplo, pode parecer legítima. O candidato recebe uma atividade, baixa um arquivo e segue as instruções. No entanto, em 2026, órgãos de segurança de vários países alertaram para a atuação do grupo conhecido como WaterPlum, ou Contagious Interview. O grupo utiliza falsos processos seletivos para induzir profissionais de tecnologia a instalar ferramentas maliciosas, permitindo roubo de informações e criptomoedas. O golpe funciona justamente porque a situação parece normal, pois não é preciso criar uma história absurda, basta ser uma história plausível.

A inteligência artificial acrescentou outra dimensão ao problema, pois a IA mudou a velocidade das ações. Ela pode ajudar a produzir mensagens personalizadas, pesquisar alvos, gerar código, adaptar procedimentos e automatizar tarefas. Isso não significa que qualquer criminoso tenha se transformado imediatamente em um especialista. Significa que algumas atividades que exigiam mais tempo e conhecimento podem ser realizadas com maior velocidade e escala. Um exemplo recente é a campanha contra servidores PaperCut. Pesquisadores da GreyNoise identificaram centenas de agentes de IA sendo usados para desenvolver, testar e executar ataques contra instalações vulneráveis. O resultado observado foi de pelo menos 440 instâncias comprometidas em 395 organizações distribuídas por 48 países. A questão, portanto, não é apenas se a inteligência artificial consegue “hackear”, mas quanto tempo ela consegue economizar durante uma operação criminosa.

O que realmente está em jogo é a forma do ataque, que pode seguir uma sequência simples:

Clique → acesso → conta → identidade → empresa → dados → serviço.

Em determinadas situações:

Sistema digital → processo → infraestrutura → impacto físico.

Isso significa que o alvo final pode estar muito distante do primeiro computador comprometido. Uma vulnerabilidade pode abrir uma porta. Uma pessoa pode abrir outra. Uma identidade roubada pode permitir que o invasor caminhe por ambientes que já confiam nela. Por isso, a segurança digital não depende apenas de antivírus, senhas fortes ou sistemas atualizados. Depende também da capacidade de reconhecer quando alguém está tentando usar a nossa confiança como ferramenta.

No mundo digital, uma porta pode ser aberta por uma vulnerabilidade, mas também pode ser aberta por uma pessoa convencida de que está fazendo a coisa certa.

Fiquem seguros e mantenham suas "portas” protegidas!

*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas