Phishing em 2026: Como reconhecer e evitar nas novas Armadilhas desse Velho Ataque
Este artigo explica os principais tipos de phishing, tendências para 2026 e como se proteger contra ataques cada vez mais sofisticados

Podemos definir o Phishing como um ataque cibernético que engana vítimas para obter dados sensíveis, como senhas, informações pessoais e números de cartão de crédito. Criminosos se passam por pessoas ou instituições confiáveis e usam técnicas de engenharia social para criar urgência e autoridade, induzindo ações impulsivas.
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Essa ameaça é altamente adaptável e atinge indivíduos e empresas por diversos canais. Entre os principais tipos de phishing, destaca-se a mensagem de email, que utiliza mensagens fraudulentas imitando bancos, plataformas de pagamento ou órgãos governamentais. Esses e-mails contêm links falsos para páginas de login ou anexos maliciosos.
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Outro tipo é o spear phishing, ataques direcionados a indivíduos específicos, geralmente executivos ou colaboradores estratégicos, com mensagens personalizadas para aumentar a credibilidade. Há também o smishing e o vishing, que ocorrem via SMS e chamadas telefônicas, respectivamente. Em 2026, ataques de vishing cresceram 449%, impulsionados por deepfakes de voz que simulam gestores autorizando transferências. Clone phishing é outra modalidade, na qual criminosos replicam e-mails legítimos, alterando links ou anexos para inserir malware.
As tendências recentes mostram que o phishing evoluiu para um nível alarmante. Golpistas usam inteligência artificial para imitar escrita de executivos e criar áudios falsos, exploram canais confiáveis como para enviar links maliciosos e adotam estratégias omnichannel, combinando SMS, aplicativos e chamadas telefônicas. No Brasil, o cenário é crítico: foram registradas 553 milhões de tentativas de phishing em 2025, com crescimento de 617%. O WhatsApp é vetor para 90% das mensagens fraudulentas, e o smishing representou quase 40% das ameaças móveis, com aumento superior a 300%. Empresas brasileiras enfrentaram uma média de 2,6 mil ataques semanais no primeiro semestre de 2025. Especialistas alertam que 2026 será o ano da “IA contra IA”, onde a maturidade digital será essencial para detectar ataques automatizados que ocorrem em minutos.


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Para se proteger, é fundamental verificar qualquer link antes de clicar, não compartilhar dados pessoais por e-mail ou SMS, ativar autenticação em dois fatores, utilizar soluções de segurança atualizadas e treinar colaboradores para reconhecer sinais de fraude. O phishing evoluiu para um nível em que a inteligência artificial é usada tanto para atacar quanto para defender. Em 2026, a conscientização continuará sendo a principal arma contra essa ameaça.
Fiquem seguros e não caiam na “isca” do phishing.
João Augusto Alexandria de Barros
Diretor de Inteligência do Instituto de Defesa Cibernética
Especialista em Políticas e Estratégias Cibernéticas
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
