O Código do Emagrecimento da Mulher 35+: por que perder peso não é a única medida de sucesso
Cansaço constante, perda de força muscular, dificuldade de concentração e flacidez são sinais de que o emagrecimento precisa ser avaliado para além dos números da balança

Para muitas mulheres, emagrecer ainda significa ver os números da balança diminuírem. Mas o que acontece quando o peso cai, falta energia para treinar, a concentração parece não ser mais a mesma e o corpo perde força e firmeza?
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A busca pelo emagrecimento pode se transformar em uma experiência frustrante quando o resultado é avaliado exclusivamente pelo peso. Especialmente após os 35 anos, cuidar da composição corporal, preservar a massa muscular e garantir uma alimentação nutricionalmente adequada são aspectos fundamentais para quem deseja emagrecer sem negligenciar a saúde.
Leia também
A questão ganha relevância em uma fase da vida marcada por mudanças na rotina, maior sobrecarga de responsabilidades e, para algumas mulheres, o início das transições hormonais que antecedem a menopausa.
Compreender o emagrecimento feminino exige olhar para o organismo de maneira integrada. Não basta reduzir calorias: é necessário considerar o que a mulher come, como se movimenta, como dorme e quais condições podem estar interferindo em sua saúde.


CRB empata com o fortaleza fora de casa - 13/10/2026

Ex-prefeito diz que alertou Renan Filho sobre risco de jogo duplo de Luciano Barbosa

Candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar faz campanha em Marechal Deodoro

Regras do TCE-AL obrigam gestores a abrir contas e detalhar dívidas para sucessores
Quando a balança baixa, mas a disposição também
Dietas muito restritivas podem provocar uma redução rápida do peso, mas isso não significa que toda a perda corresponda à gordura corporal. Dependendo da estratégia adotada, parte do peso perdido pode vir da massa livre de gordura, que inclui músculos e água.
A perda muscular merece atenção porque está relacionada à força, à funcionalidade e à capacidade de realizar atividades cotidianas. Quando a ingestão energética é insuficiente, a alimentação não atende às necessidades de proteína ou não há estímulo adequado por meio de exercícios de força, a preservação da musculatura pode ficar comprometida.
Além disso, consumir menos energia do que o organismo necessita pode contribuir para cansaço, queda de rendimento nos treinos e dificuldade de recuperação. Uma alimentação insuficiente em nutrientes também pode favorecer inadequações nutricionais que prejudicam o bem-estar.
Isso não significa que todo emagrecimento provoque esses sintomas. A fadiga persistente e as dificuldades de concentração podem ter diferentes causas, incluindo alterações do sono, anemia, problemas hormonais e outras condições clínicas que merecem investigação.
Por isso, perder peso não deve ser o único indicador utilizado para avaliar se uma estratégia de emagrecimento está funcionando.
O que muda no corpo da mulher depois dos 35 anos?
Não existe uma idade exata em que o metabolismo desacelera repentinamente. Entretanto, ao longo dos anos, mudanças na composição corporal, na atividade física, no sono e no contexto hormonal podem influenciar os resultados do emagrecimento.
Na transição para a menopausa, algumas mulheres percebem alterações na distribuição da gordura corporal, no sono e na recuperação física. A redução da massa muscular também pode ocorrer com o envelhecimento, sobretudo quando faltam estímulos de força e uma alimentação adequada.
Nesse contexto, estratégias baseadas apenas em cortar alimentos ou diminuir cada vez mais as porções podem deixar de atender a necessidades importantes do organismo.
A prioridade deve ser construir um plano individualizado, que favoreça a redução de gordura corporal e preserve a musculatura, com ingestão adequada de proteínas, variedade alimentar, prática regular de exercícios de força e descanso suficiente.
A flacidez, por sua vez, não depende exclusivamente da alimentação ou do emagrecimento. Fatores como idade, genética, características da pele e quantidade de peso perdido também influenciam esse processo.
Comer pouco não significa nutrir o organismo
Uma das principais armadilhas do emagrecimento é acreditar que quanto menos se come, melhor será o resultado.
Quando a alimentação se torna insuficiente ou pouco variada, pode faltar energia para as atividades diárias e para os treinos, além de nutrientes necessários à manutenção dos tecidos e ao funcionamento adequado do organismo.
Proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras desempenham funções diferentes e complementares. A quantidade necessária de cada componente depende das características individuais, das condições de saúde e do nível de atividade física.
A tireoide também merece atenção nesse contexto. A restrição energética intensa pode modificar algumas respostas hormonais do organismo, mas não é correto afirmar que comer pouco, por si só, provoque necessariamente uma doença da tireoide. Alterações nessa glândula têm diferentes causas e devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Cansaço persistente, fraqueza e mudanças corporais importantes não devem ser automaticamente atribuídos à idade ou à dieta. Quando presentes, esses sinais merecem investigação individualizada.
E para quem utiliza canetas emagrecedoras?
Medicamentos utilizados no tratamento da obesidade podem facilitar o controle do apetite e contribuir para a perda de peso quando indicados adequadamente. Entretanto, a redução da fome também pode tornar mais difícil atingir as necessidades nutricionais, especialmente quando a pessoa passa a fazer refeições muito pequenas ou deixa de consumir determinados grupos alimentares.
Nesses casos, o acompanhamento nutricional ajuda a organizar a alimentação, priorizar alimentos com boa densidade nutricional e avaliar a ingestão de proteínas, fibras, vitaminas, minerais e líquidos.
A preservação muscular também precisa fazer parte do planejamento. A combinação entre alimentação adequada, exercícios de força e acompanhamento individualizado é importante para cuidar da composição corporal durante o emagrecimento.
O uso de medicamentos não elimina a necessidade de uma estratégia nutricional. Pelo contrário: a alimentação precisa ser adaptada à resposta ao tratamento, à tolerância alimentar e às necessidades de cada pessoa, em articulação com o profissional responsável pela prescrição.
Afinal, qual é o código do emagrecimento da mulher 35+?
Não existe uma fórmula única capaz de produzir os mesmos resultados em todas as mulheres. O que existe é a necessidade de compreender os diferentes fatores que influenciam o processo e construir uma estratégia compatível com cada organismo e cada fase da vida.
Isso significa olhar além da balança, considerar a composição corporal, preservar a massa muscular, garantir a adequação nutricional e investigar sintomas que possam indicar problemas de saúde.
O emagrecimento não deveria exigir que uma mulher abra mão da disposição para trabalhar, da força para treinar ou da energia para viver sua rotina. O objetivo é buscar resultados que façam sentido não apenas no presente, mas também para a saúde e a autonomia ao longo dos anos.
Resumindo, o desafio não é simplesmente comer menos, mas aprender a fazer escolhas que favoreçam o emagrecimento sem deixar de nutrir o organismo.
É esse olhar mais amplo que dá origem ao workshop “O Código do Emagrecimento da Mulher 35+”, um encontro dedicado a compreender o que envolve o emagrecimento feminino, os cuidados com a alimentação e as estratégias que podem fazer diferença na composição corporal e na saúde.
Participe do workshop
No dia 15 de outubro, quinta-feira, às 20h, a nutricionista Luciana Leme realizará o workshop on-line O Código do Emagrecimento da Mulher 35+, pelo Zoom.
O encontro abordará as particularidades do emagrecimento nessa fase da vida, a importância de uma alimentação nutricionalmente adequada e os cuidados necessários para mulheres que utilizam medicamentos emagrecedores.
As inscrições estão abertas. Para mais informações, acesse: @lemelunutri ou pelo Whatsapp 11 97247-2729.
Luciana Leme – CRN3: 29.513
Nutricionista com atuação em saúde da mulher, emagrecimento e mudanças hormonais femininas, atendendo mulheres que buscam recuperar energia, qualidade de vida e equilíbrio metabólico).
@lemelunutri – instagram
@lucianalemenutri – Youtube
(11) 97247-2729
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
