Artigo | Dra. Danielle Durães Nobre - CRO/MG:35923

Cuidados Bucais e Tratamento Oncológico

Cavidade bucal contaminada exacerbada pode interferir na continuidade do tratamento

Dra. Danielle Durães Nobre - CRO/MG:35923

Cirurgiã Dentista pela Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros) Especialista em Ortodontia (Funorte/ Soebras) Odontologia Oncológica (A.C.Camargo/SP) Laserterapia (Iknow Ondonto) Montes Claros/ MG

Ao dar início ao tratamento antineoplásicos seja na modalidade de tratamento Quimioterapia ou Radioterapia, o paciente em sua grande maioria pode sim ter efeitos colaterais indesejáveis o impossibilitando de alimentar e ter desconforto da dor em cavidade oral aumentada levando até a interrupção do seu tratamento.

Neste sentido vale a informação da possível e necessária adequação da cavidade bucal para que na iminência de ocorrer os efeitos colaterais previstos (mucosite, xerostomia, disfagia, disgeusia, e infecções secundárias) a situação não fique mais grave favorecendo a piora do quadro clínico.

Uma cavidade bucal contaminada (gengivite, caries, próteses mal adaptadas, tratamento endodôntico sem finalização) exacerbada pode sim interferir na continuidade do tratamento.

Antes de dar início ao tratamento antineoplásicos o ideal é que a adequação bucal se inicie 15 dias antes tratamento de quimioterapia e/ou de radioterapia de cabeça e pescoço para minimizar as alterações tardias que eventualmente possam acontecer.

No final do tratamento oncológico, ao receber alta, o paciente deve procurar um Dentista Oncológico para acompanhar e tratar os possíveis efeitos colaterais indesejáveis da quimioterapia e principalmente da radioterapia de cabeça e pescoço (xerostomia, hipossalivação, disgeusia, cárie de radiação, osteonecrose medicamentosa, osteorradionecrose, etc.).

O Dentista Oncológico é o profissional mais capacitado para manejar e tratar os efeitos colaterais tardios em cavidade oral.