Artigo | Alyne Regis

Como alimentar a sua mente corretamente

Alyne Regis

Nutricionista, especialista na implementação de hábitos e ativação neural. Mentora no programa habito28.com.br.

Será que os alimentos são capazes de potencializar o funcionamento do nosso cérebro? Será que os itens que escolhemos para as nossas refeições podem mesmo interferir na nossa memória? Muitas pessoas acreditam que a nutrição seja capaz apenas de atuar na disposição do seu corpo. Nem imaginam que a nutrição também pode atuar na sua disposição mental, na potência do seu cérebro.

Sabia que o cérebro é o órgão mais pesado do corpo humano? Ele pesa, em média, um quilo e meio. Além disso, ele possui mais neurônios do que o número de estrelas na via láctea. Com tanta grandeza, imagine agora o quanto ele sofre diariamente – inclusive, neste exato momento, sem que você perceba, enquanto lê esse texto.

  • Para o autor do livro Dieta da Mente, David Perlmutter, famoso médico americano, os carboidratos são os verdadeiros vilões do nosso cérebro, incluindo os carboidratos considerados saudáveis, como grãos integrais. Eles podem influenciar no desenvolvimento de enxaquecas, depressão, redução de libido e até Alzheimer.
  • O que podemos, então, comer no lugar dos carboidratos, já que estes fazem parte das refeições de muitos brasileiros? Como podemos nos alimentar sem exagerar no arroz, pão, macarrão, biscoito, tapioca, cuscuz, farinhas, entre outros? Para o Dr. Perlmutter, devemos substituir os carboidratos por gorduras boas, como: azeite de oliva, abacate, óleo de coco, salmão, nozes, castanhas, ovos, linhaça etc. Além da alimentação à base de gorduras boas, o Dr. Perlmutter recomenda exercícios de estimulação neural, importantes para todos os indivíduos, independente da idade.
  • Esqueça a falácia de que seus genes determinam seu destino. Isso não existe mais. Através do estudo da epigenética e da epigenômica, hoje sabemos que os fatores ambientais influenciam fortemente a expressão gênica, fazendo com que você “ligue ou desligue” o gene da saúde ou da doença. O que determina essa expressão genética são os fatores ambientais, as decisões que tomamos ao longo da vida, como alimentos, exercícios, sono, cigarro, álcool, estresse etc.

Dentre os fatores ambientais, um dos mais estudados e com vasto acervo em pesquisas científicas são os aspectos nutricionais e alimentares. Por exemplo, se você nasceu com o gen da diabetes, não necessariamente você terá a doença diabetes. Vai depender dos fatores ambientais ao qual você está inserido, das suas escolhas e decisões ao longo da vida. Isso que influenciará a expressão desse gen.

  • Munido de todas essas informações acima, reflita: faz sentido revisar seus hábitos alimentares? Não demore para buscar uma solução: encontre uma dieta que faça seu cérebro funcionar em seu máximo potencial. E se não sabe por onde começar, eu te ajudo.