Suposta traição teria motivado assassinato de enfermeiro em motel de Arapiraca
Investigação aponta que policial militar teria executado a vítima após encontrá-la com sua mulher

A Polícia Civil de Alagoas trabalha com a hipótese de que uma suposta traição conjugal tenha sido o principal fator que motivou o assassinato do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, de 33 anos, morto a tiros dentro de um motel no bairro Canaã, em Arapiraca, na madrugada deste domingo (14).
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Segundo o delegado, Ueslei Lima, coordenador da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), essa é a principal linha de investigação da polícia com relação ao caso. O soldado da Polícia Militar Miguel Santos foi preso horas após o crime. “Temos evidências que apontam para o militar como o autor dos disparos”, disse Lima.
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As investigações indicam que Ítalo estava no local acompanhado de uma mulher, também enfermeira, esposa do policial quando foi morto. O PM, ao descobrir que a companheira estava com o enfermeiro, teria ido até o motel e cometido o crime.
Imagens do sistema de videomonitoramento do motel, analisadas pela Polícia Civil, reforçam essa linha de investigação. Os registros mostram que o carro em que estavam a vítima e a mulher entrou no local às 21h24.


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Já por volta de 00h57, uma motocicleta entra no estabelecimento. O condutor, usando capacete, circula em frente a algumas garagens e, às 1h04, invade uma delas. Poucos minutos depois, o veículo sai do local.
Ítalo Fernando foi atingido por sete tiros e morreu ainda no local. Natural da cidade de Batalha, no Sertão de Alagoas, ele trabalhava em hospitais e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca. A esposa do militar trabalhava na UPA e estava de plantão na noite anterior ao crime.
