Imagem
Menu lateral
Imagem
GZT 94.1
GZT 101.1
GZT 101.3
MIX 98.3
Imagem
Imagem
GZT 94.1
GZT 101.1
GZT 101.3
MIX 98.3
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

HOME > notícias > AFUNDAMENTO DO SOLO

Braskem reserva R$ 14,4 bilhões para aplicar em Maceió

De acordo com representante da mineradora, recursos serão dirigidos a ações, como indenização de moradores e fechamento de minas

A Braskem tem previstos R$ 14,4 bilhões para serem gastos em Maceió (AL). Em entrevista ao Metrópoles, Marcelo Arantes, vice-presidente de pessoas, comunicação e marketing da empresa, afirmou que, do total de recursos previstos, a Braskem já gastou R$ 9,2 bilhões na região, a maior parte em indenizações de pessoas.

“No total, temos estimados no nosso balanço R$ 14,4 bilhões para serem gastos com Maceió, dos quais R$ 9,2 bilhões já foram gastos, sendo que R$ 4,4 bilhões foram destinados à indenização de moradores e comerciantes daquela região”, diz.

Leia também

O representante destaca que a Braskem participa das ações de compensação, mitigação e reparação à região atingida pelo afundamento do solo. “É todo interesse nosso que esse processo garanta a segurança das pessoas, estabilização do solo, a segurança daquela área e, no futuro, saber qual é o destino que vai ser dado à área dentro do Plano Diretor da cidade”, relata.

Área desocupada

Embora o afundamento do solo seja uma questão discutida desde março de 2018, o tema voltou à tona após movimentação atípica da mina 18, no bairro do Mutange. Em 10 de dezembro, a caverna se rompeu e atingiu um trecho da Lagoa Mundaú.

O representante da Braskem explica que desde abril de 2020, não havia ninguém morando naquela região e que o local onde a mina se rompeu faz parte de área da empresa. “100% da área de risco está desocupada”, enfatiza.

“Nenhuma outra cavidade da Braskem tem qualquer tipo de movimentação até o momento”, sublinha Marcelo Arantes.

Das 35 cavidades, somente nove apresentavam necessidade de serem preenchidas, sendo que seis já foram preenchidas ou pressurizadas. Uma das três que faltavam é a cavidade 18, que teve uma movimentação atípica recentemente. A Braskem destaca que continua com o trabalho de monitoramento do solo.

Em março de 2018, quando abalos sísmico atingiram parte da cidade, ocasião em que aparecem rachaduras em algumas casas, a Braskem foi convidada a apoiar a análise da situação pelos órgãos locais. Em maio de 2019, o Serviço Geológico Brasileiro emitiu um relatório em que coloca três principais hipóteses: qualidade do solo presente na região, falta de sistema de drenagem/água pluvial e a extração de sal pela Braskem, considerado o principal fator. “No mesmo dia, nós paralisamos as únicas quatro minas que estavam em operação naquele dia”, conta Marcelo Arantes.

A Braskem contratou institutos nacionais e internacionais para fazer um estudo mais amplo. Ainda em maio de 2019, a Braskem teve acesso a um relatório do instituto alemão IFG recomendando que parte de uma área de mineração começasse um programa de realocação de pessoas. “No mesmo dia em que nós recebemos a comunicação, nós falamos com a Defesa Civil local, que criou a chamada área de resguardo”, relata.

Em 15 de novembro de 2019, a Braskem encerrou a extração de sal-gema e anunciou a realocação de 1,5 mil famílias em áreas de atenção. Além do remanejamento, a empresa destaca que se comprometeu com os cuidados aos animais, controle de pragas, zeladoria, instalação de sistema moderno de acompanhamento do solo e iniciou plano de fechamento de minas.

App Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na App Store

Relacionadas