Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Alto consumo de ultraprocessados por menores de 5 anos preocupa especialistas

No Brasil, estima-se que 30% das calorias diárias dessa faixa etária venham desse tipo industrializado


				Alto consumo de ultraprocessados por menores de 5 anos preocupa especialistas
Consumo excessivo de ultraprocessados por crianças em idade pré-escolar tem sido uma preocupação crescente entre especialistas em saúde pública. Foto: Agência Einstein

O consumo excessivo de ultraprocessados por crianças em idade pré-escolar tem sido uma preocupação crescente entre especialistas em saúde pública. Cada vez mais, os pequenos estão substituindo refeições nutritivas por produtos industrializados abarrotados de açúcar, sal, gordura e aditivos químicos. São exemplos refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, constatou que quase metade (45%) das calorias diárias ingeridas por crianças de 3 a 5 anos naquele país vêm de alimentos ultraprocessados. Os autores analisaram dados de frequência alimentar de 2.217 crianças em idade pré-escolar que integram o CHILD Cohort Study, um dos maiores estudos canadenses, que coleta informações de famílias desde a gravidez e em estágios importantes do desenvolvimento para monitorar o impacto de fatores genéticos e ambientais na saúde das crianças a longo prazo.

Leia também

A dieta dos pequenos foi avaliada quando eles tinham 3 anos e as medidas antropométricas foram medidas quando estavam com 5 anos. Os resultados apontaram que a maior ingestão de ultraprocessados foi associada a um maior índice de massa corporal (IMC), além de taxas piores em relação cintura-altura, espessura da prega cutânea e maior probabilidade de viver com sobrepeso ou obesidade, especialmente os meninos.

As conclusões foram publicadas em janeiro no periódico Jama e alertam para o impacto da alimentação na primeira infância, período que vai do nascimento aos 6 anos de idade. Essa fase é uma janela crítica de desenvolvimento, porque as preferências e hábitos alimentares estabelecidos nesse período costumam ser levados para a vida toda.

Shorts Youtube
Play
Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Play
Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Play
Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Play
Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Play
Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas

Brasil enfrenta mesmo problema

Em 2019, 80% das crianças brasileiras de até 5 anos já consumiam biscoitos, farinhas instantâneas, refrigerantes e bebidas açucaradas, dentre outros produtos nocivos à saúde. É o que revela o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), encomendado pelo Ministério da Saúde e divulgado no ano passado.

A prática é comum, inclusive, entre bebês menores de 2 anos. Segundo a pesquisa, 30% das calorias diárias das crianças brasileiras entre 3 e 5 anos vêm desse tipo de produto alimentício.

O Enani é a primeira pesquisa com representatividade nacional a avaliar simultaneamente em crianças menores de 5 anos práticas de aleitamento materno, alimentação complementar e consumo alimentar individual. Os pesquisadores fizeram visitas domiciliares em 123 municípios brasileiros entre fevereiro de 2019 e março de 2020, totalizando 14.558. A etapa 2024 está na fase de coleta de dados.

“Os dados do estudo canadense e do Enani revelam uma tendência preocupante. O consumo de ultraprocessados está se tornando uma parte substancial da dieta infantil, em um período crucial para o desenvolvimento físico e cognitivo dessas crianças”, comenta o pediatra Linus Pauling Fascina, gerente médico do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho, em São Paulo, unidade pública gerida pelo Einstein.

A alimentação inadequada na infância tem consequências diretas e de longo prazo para a saúde, entre elas, o aumento do risco de obesidade infantil e doenças metabólicas. “Estudos demonstram que o alto teor de açúcares e gorduras saturadas compromete o metabolismo e favorece o acúmulo de gordura, resistência à insulina e dislipidemias”, alerta Fascina.

Outro problema é o déficit nutricional, já que muitos desses produtos são pobres em fibras, vitaminas e minerais essenciais. Seu consumo frequente pode levar à deficiência de ferro, cálcio e zinco, impactando o crescimento, a imunidade e a formação óssea.

Além disso, a nutrição na primeira infância tem papel fundamental no desenvolvimento cerebral, e o excesso de ultraprocessados pode comprometer esse processo, com piora na memória, atenção e aprendizagem.

Sem falar nos impactos no futuro. “Crianças acostumadas a consumir ultraprocessados tendem a manter esse padrão alimentar ao longo da vida, aumentando o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares", adverte o pediatra. "A introdução de hábitos saudáveis na infância é um fator de proteção essencial para a saúde."

O que explica o alto consumo?

De acordo com a nutricionista Sandra Crispim, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do Enani, a explicação para o alto consumo de ultraprocessados entre crianças pequenas envolve vários fatores. O primeiro deles é a praticidade que muitos oferecerem. “São produtos fáceis de armazenar, transportar, preparar, e alguns inclusive já vêm prontos para o consumo. Isso os torna uma opção rápida para refeições e lanches, especialmente para famílias com rotinas corridas”, analisa.

O custo desses alimentos também pesa na escolha. Muitas vezes, os ultraprocessados são mais baratos do que alimentos in natura ou minimamente processados, tornando-se uma opção acessível para famílias de baixa renda. Outro ponto é a palatabilidade. “Produtos ultraprocessados costumam ter altos teores de açúcar, sal e gordura, ingredientes que aumentam o sabor e a aceitação pelas crianças e que podem ter suas preferências futuras de consumo influenciadas por essa exposição na infância”, observa Crispim.

Há ainda a publicidade, já que crianças e seus familiares são constantemente expostos a anúncios atrativos de ultraprocessados. Ao mesmo tempo, esses produtos estão amplamente disponíveis em supermercados, o que facilita seu consumo. “Muitas vezes, eles são posicionados estrategicamente na entrada dos estabelecimentos ou nos lugares mais fáceis para o alcance de crianças e adultos”, pontua a docente da UFPR.

Educação e prevenção

De acordo com Fascina, pais, cuidadores e professores devem ser orientados sobre alimentação saudável, ajudando as crianças a desenvolverem uma relação positiva com ingredientes naturais.

“Preparar refeições em casa com ingredientes minimamente processados, por exemplo, é uma forma eficaz de reduzir o consumo de ultraprocessados. Receitas simples, como lanches naturais e frutas frescas, devem ser incentivadas e incluídas na rotina familiar sempre que possível”, orienta o pediatra.

Outra forma de prevenir o consumo excessivo de ultraprocessados seria melhorar a alimentação no ambiente escolar. “As escolas desempenham um papel fundamental na formação dos hábitos alimentares. Políticas que proíbam a venda de ultraprocessados nas cantinas e promovam refeições equilibradas podem ter um impacto positivo na nutrição infantil”, sugere Fascina.

Sandra Crispim ressalta a importância de educar e promover uma alimentação saudável desde a infância, incluindo o período de gestação, para construir uma base sólida de hábitos saudáveis. E essa não deve ser uma responsabilidade apenas dos familiares ou cuidadores de uma criança. “O Estado e a sociedade têm um papel fundamental na promoção de ambientes alimentares saudáveis", afirma a pesquisadora.

Ela destaca o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), iniciativa que tem como foco garantir alimentação saudável a estudantes matriculados em todas as etapas e modalidades da educação básica pública. No último mês de fevereiro, o governo federal anunciou uma redução do percentual de ultraprocessados permitidos na merenda escolar das escolas públicas: em 2025, passará de 20% para 15%; no ano que vem, a ideia é reduzir para 10%. A resolução ainda regulamenta a aquisição de itens alimentícios da agricultura familiar por meio de recursos do PNAE.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas