Fátima Canuto exalta 12 termelétricas em AL e aponta Pilar como eixo do novo mapa energético
Deputada defende ambiente regulatório forte para atrair investimentos no setor

28/04/2026 às 11:35 • Atualizada em 28/04/2026 às 14:38 - há XX semanas
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A contratação de 12 termelétricas a gás natural em Alagoas, com destaque para o município do Pilar, foi o principal ponto levantado pela deputada estadual Fátima Canuto durante o painel “Alagoas no mapa da energia: potencial e políticas públicas”, no Gazeta Summit Alagoas 2050, nesta terça-feira (28), em Maceió.
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Ao abordar o tema, a parlamentar ressaltou que o resultado do leilão recente confirma o potencial do Estado e, especialmente, do Pilar como polo estratégico do gás natural. “Pilar foi contemplado, e isso mostra que estamos no caminho certo. O município já é conhecido pela reserva de gás e agora se consolida como eixo desse novo momento energético”, afirmou.
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Fátima Canuto também destacou o papel da legislação estadual no avanço do setor, citando a Lei do Gás (9.029/2023), relatada por ela na Assembleia Legislativa (ALE). Segundo a deputada, a norma — aprovada por unanimidade — criou bases sólidas para o crescimento. “Temos hoje o que considero a melhor Lei do Gás do Brasil, fruto de amplo diálogo. Isso garante segurança jurídica e confiança para o investidor”, pontuou.
A fala da parlamentar ocorre em meio aos desdobramentos do 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Ministério de Minas e Energia e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. O certame contratou 18,97 gigawatts de potência, majoritariamente de usinas termelétricas a gás natural, e reposicionou Alagoas no cenário nacional.


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Com o resultado, o Estado passa a liderar o Nordeste em número de projetos vencedores, com 12 usinas contratadas, totalizando 567,3 megawatts de potência instalada. A maior concentração está no Pilar, na Região Metropolitana de Maceió, onde se localiza o principal complexo energético.
Diferentemente de leilões tradicionais, o modelo adotado prioriza a contratação de disponibilidade de energia, ou seja, usinas preparadas para operar sob demanda, garantindo segurança ao sistema elétrico, especialmente em períodos de baixa geração de fontes renováveis como solar e eólica.
Os empreendimentos fazem parte de uma estratégia integrada de aproveitamento do gás natural produzido em Alagoas, com uso de tecnologia de acionamento rápido e início de operação previsto a partir de 2028. Além de reforçar a estabilidade energética, o projeto deve gerar impactos econômicos significativos, com previsão de mais de 10 mil empregos diretos na fase de construção, além de milhares de postos indiretos e expansão da cadeia industrial do gás.
Durante o painel, Fátima Canuto reforçou que o avanço do setor depende diretamente da atuação do poder público. Segundo ela, três pilares são fundamentais para garantir a atração de investimentos: segurança jurídica, ambiente regulatório eficiente e agilidade nos processos.
“O desafio agora é tornar o mercado livre de gás mais atrativo na prática. Precisamos avançar em previsibilidade, integração entre órgãos e eficiência nas análises”, afirmou.
A deputada também projetou um cenário futuro favorável ao Estado, destacando que mudanças no sistema tributário, a partir de 2032, devem ampliar a competitividade de regiões que oferecem energia mais limpa e acessível. “Estados que se anteciparem terão vantagem na atração de investimentos, e Alagoas está se preparando para isso”, disse.
Outro ponto enfatizado foi a integração regional. Para ela, Alagoas não está isolada, mas inserida em uma nova fronteira energética do país, com potencial de conexão direta com Sergipe, ampliando a capacidade produtiva e de distribuição.
“Estamos construindo em Alagoas um ambiente preparado para crescer, atrair investimentos e gerar oportunidades. Energia é desenvolvimento”, concluiu.
O painel integrou a programação do Summit, que reúne especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo para discutir caminhos que consolidem o Estado como referência nacional na transição energética e no uso estratégico de seus recursos naturais.